O prefeito de Macaé e ex-deputado estadual, Welberth Rezende (Cidadania), usou as redes para desabafar sobre a falta de atenção do Itamaraty para retirar a comitiva brasileira de uma cidade de Israel, onde Rezende e outros prefeitos como Johnny Maycon, de Friburgo, e Álvaro Damião, de Belo Horizonte, estão sem poder sair de avião por causa dos ataques com mísseis provocados pelo Irã, o que demandou fechamento dos aeroportos israelenses.
Na postagem, feito na noite deste sábado (horário em Israel), o prefeito ainda ressalta que o grupo não sabe como sairá de Israel por conta da ausência de retorno das autoridades brasileiras e que estudam adotar uma das três rotas possíveis: Ir de carro até a Jordânia ou Egito para pegar o voo ao Rio ou chegar via mar ao Chipre. Mais cedo, o vereador carioca da comunidade judaica Flávio Valle (PSD) ressaltou que estavam no aguardo do Itamaraty, mas sem retorno sobre a saída, que ele cogitou ser Jordânia. Além dos prefeitos e do vereador, ainda participa o secretário de Ordem Pública de Niterói e coronel da Polícia Militar do Rio, Gilson Chagas, e representantes da Prefeitura do Rio.
O grupo foi fazer um intercâmbio de 10 dias no país para conhecer medidas adotadas nas áreas de Segurança Pública, Mobilidade e Tecnologia, quando foram surpreendidos pela ofensiva iraniana contra a capital Tel Aviv, cidade que fica a cerca de 30 quilômetros da localidade onde se alojaram. Os brasileiros estão em hotel, com todos os suprimentos necessários e, desde às 5h da manhã de sábado, não recebem o temido alerta máximo, inclusive, permitiram alojamento longe de bunkers, para onde os políticos foram para se refugiar no primeiro dia de ataque.
Já o líder do Executivo de Friburgo agradeceu as mensagens e apoio, chegando a mencionar que recebeu telefonemas de autoridades brasileiras, mas sem mencionar se houve solução vinda do Ministério de Relações Exteriores.
Segundo Maycon, a madrugada se aproximava no país com aparente tranquilidade, mas ainda embrou que é justamente no horário que mais acontece os bombardeios. Há pouco, por volta das 22h no país (16h20 em BSB), eles voltaram a receber alerta pedindo para procurarem lugar seguro.





