Posse de Fachin e Moraes no STF tem presença marcante da advogada do clã Bolsonaro

A advogada Karina Kufa, que defende Eduardo Bolsonaro em processo por coação à Justiça, foi convidada por Edson Fachin e esteve na cerimônia em que ele assumiu a presidência do STF ao lado de Alexandre de Moraes, agora vice-presidente.

A posse do ministro Edson Fachin como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada nesta segunda-feira (29), contou com uma presença que chamou atenção em Brasília. A advogada Karina Kufa, responsável pela defesa do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), prestigiou a cerimônia que também marcou a ascensão de Alexandre de Moraes à vice-presidência da Corte.

Karina afirmou ter sido convidada por Fachin e fez questão de cumprimentá-lo pela trajetória no Judiciário. “Deixei meus cumprimentos ao ministro Fachin, cuja dedicação e compromisso com o Direito é exemplo de sua atuação”, declarou. A advogada, no entanto, evitou comentar em detalhes o caso de seu cliente, limitando-se a dizer que a defesa será apresentada após a citação oficial.

Eduardo Bolsonaro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por crime de coação à Justiça. Segundo o órgão, o parlamentar e o ex-apresentador Paulo Figueiredo atuaram para pressionar autoridades brasileiras a partir dos Estados Unidos, articulando sanções do governo Donald Trump contra integrantes do Judiciário. O próprio Fachin teve o visto de entrada nos EUA suspenso, enquanto Moraes foi alvo de restrições financeiras.

Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que as ações visavam “instaurar clima de instabilidade e temor”, além de projetar sobre o Supremo a perspectiva de represálias estrangeiras. O objetivo, segundo a PGR, seria influenciar julgamentos relacionados ao chamado “caso do golpe”, envolvendo Jair Bolsonaro e aliados.

O ex-presidente, embora investigado, não foi denunciado nesse inquérito. Ele chegou a ser preso preventivamente em agosto por decisão de Moraes, acusado de descumprir medidas cautelares ao participar de manifestação bolsonarista por videoconferência.

Desde março, Eduardo vive nos Estados Unidos, onde se autodeclara em “autoexílio” por temer ser preso caso retorne ao Brasil. Ao lado de Paulo Figueiredo, continua articulando apoio de parlamentares e setores ligados a Donald Trump para pressionar o Legislativo brasileiro em favor de uma anistia ampla aos envolvidos nos atos golpistas.

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