A escolha dos dois candidatos do PL ao Senado em 2026 promete grandes emoções. A primeira vaga, por óbvio, é do filho do ex-presidente Bolsonaro, Flávio, tido desde sempre como o principal puxador de votos da legenda. O “X” da questão está na escolha do outro nome.
O governador Cláudio Castro não já esconde de ninguém que acalenta o desejo de entrar na disputa. Sonha com desempenho semelhante ao de Arolde de Oliveira em 2018, quando se elegeu a reboque da estrondosa votação de Flávio.
Castro tem outros argumentos que o fazem crer no êxito da empreitada. Com base em sua votação ao governo do estado em 2022, projeta bons resultados para 26. Ainda que o exercício do mandato tenha lhe provocado desgastes, especialmente por conta da segurança pública, ele crê numa vitória confortável no interior e em números de regulares a bons na capital, onde obviamente sua popularidade tem mais problemas. Ou seja, reduzindo de 20% a 30% a votação ao governo, o resultado ainda assim lhe garantia vitória tranquila.
O imbróglio reside na determinação do senador Carlos Portinho de disputar a reeleição. Em entrevista ao Jogo do Poder, neste domingo, o parlamentar assegurou que não há a menor chance de recuar. Eleito, por três anos consecutivos, um dos três melhores paramentares do Rio e recentemente o melhor senador do Brasil, Portinho está convencido de que deve concorrer. . E insinua que pode trocar de partido, caso não obtenha legenda no PL
– Garanto a todos vocês – disse durante a entrevista – que serei candidato ao Senado. Isto está absolutamente certo. Meu desejo é continuar no PL, mas…
O líder do PL espera conversar com Claudio Castro para definir a situação. Lembrou que, ano passado, o governador o procurou primeiro para dizer que seria candidato; depois, para lhe garantir que não mais iria disputar.
– Espero ter uma nova conversa com ele – afirmou





