Por falta de quórum, sessão para votar empréstimo de R$ 6 bilhões ao Rio é adiada

Vereadores se movimentam para diminuir o valor em até R$ 500 mil

Presente na Ordem do Dia, a polêmica proposta enviada pelo Executivo, para o empréstimo de R$ 6 bilhões, caiu por falta de quórum na sessão desta quinta-feira (3) e não será votada nesta semana. Esta é a sexta vez que a Prefeitura pede autorização para pedir financiamento desde 2021.

A votação já havia sido adiada, nesta terça-feira (1), dia em que a Secretaria de Fazenda fez apresentação técnica aos parlamentares. Agora, parlamentares não poderão mais adiar a votação, já que estaria com pedido de urgência.

Fontes do palácio Pedro Ernesto garaantem que os vereadores da base governista estão em busca de negociação com o cacique do PSD no Rio e já apostam em duas emendas, sendo uma delas para reduzir o empréstimo para R$ 2 bi, de autoria da decana Rosa Fernandes (PSD), que preside a Comissão de Orçamento, e do presidente da casa, Carlo Caiado (PSD). Ainda de acordo com a publicação, 22 vereadores já teriam manifestado apoio à dupla.

Entretanto, por mais que o líder da bancada do PL, Rogério Amorim, tenha já notado uma certa estratégia do grupo e falado, em exclusividade ao Agenda do Poder, da preocupação sobre o possível “passe-livre” que Paes pode ter pela casa, já que conta com a maioria, Rafael Satiê (PL) quer que este empréstimo se reduza aos R$ 500 mil. O pedido do bolsonarista novato estaria bem próximo de ser protocolado, inclusive.

Na bancada do Psol, a ’01’ Thaís Ferreira revelou ao Agenda que, mesmo com uma massa de discípulos pela Câmara, todos teriam ficado “abismados” com o alto valor, que supera até os R$ 5,2 bilhões obtidos durante toda legislatura anterior. A veterana socialista é contra, ainda mais pela falta de transparência sobre a aplicação do montante.

A aprovação libera a contratação de operações de crédito junto a instituições financeiras, organismos e entidades de crédito nacionais e internacionais, públicas e privadas, com ou sem a garantia da União. Ainda não há mais informações de como os financiamentos serão obtidos.

Ao que se sabe, o valor seria empregado na execução de despesas de capital, majoritariamente em ações de infraestrutura, como drenagem, mobilidade urbana, saneamento, pavimentação, habitação, inovação e tecnologia e, implantação de equipamentos esportivos e culturais.

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