Um dia depois de quase sair a votação na Câmara do Rio para o empréstimo de R$ 6 bilhões à Prefeitura, Eduardo Paes faz aceno ao PT e nomeia o ex-vereador Edson Santos como secretário de Igualdade Racial. Santos receberá R$ 13 mil, mesmo sem ser eleito em 2024.
A movimentação de Santos ocorre em meio à benção que toda a bancada petista daria à demanda financeira de Paes, conforme antecipou o Agenda do Poder. O aval petista ocorreria mesmo diante das críticas quanto ao valor, mais alto do que os R$ 5,2 bilhões pedidos na Legislatura passada inteira, como também sobre a falta de transparência e a forma como será aplicado o dinheiro ou ainda de qual instituição sairia o montante.
A sessão da primeira votação da matéria foi adiada pela segunda vez, desta por falta de quórum. A ideia é que os vereadores ganhem tempo e passem emendas com valores menores, sendo a de autoria de Carlo Caiado e Rosa Fernandes, ambos do PSD, de R$ 2 bi; e de Rafael Satiê, R$ 500 mil.
A questão tem dividido a própria esquerda da casa, já que o Psol é absolutamente contra o valor como também a ausência de informações, pois temem que os supostos benefícios não contemplem os mais vulneráveis.
Além disso, o Psol, liderado pela vereadora Thaís Ferreira, tem somado, justamente, com a bancada do PL e com o Novo, dois outros partidos dos que mais repudiam o empréstimo bilionário quisto por Paes.





