Amigos, familiares e colegas de trabalho se reuniram na tarde desta segunda-feira (27) para prestar as últimas homenagens à policial civil Daniela Cunha Moreira, de 43 anos. A agente, que atuava na 124ª DP (Saquarema), foi encontrada morta na última sexta-feira (24), em Iguaba Grande, na Região dos Lagos. A cerimônia de despedida ocorreu no Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro, e foi marcada por momentos de forte emoção.
O velório reuniu policiais civis de diversas delegacias da capital e do interior, além de autoridades da Segurança Pública. Entre os presentes estava o secretário de Estado de Polícia Civil, delegado Delmir Gouvêa, acompanhado por delegados, chefes de unidades e agentes que prestaram homenagens à colega de corporação.
Carreata marcou despedida da policial
Antes do início da cerimônia, policiais civis organizaram uma carreata que partiu de Saquarema em direção ao Rio de Janeiro. O comboio reuniu agentes de delegacias da Região dos Lagos e da capital em uma demonstração de respeito e solidariedade à família da policial.
Após as homenagens, o corpo de Daniela seguiu para Araxá, em Minas Gerais, onde será realizado o sepultamento.
A despedida foi marcada por manifestações de pesar de colegas que conviveram com a agente durante sua atuação na Polícia Civil.
Investigação aponta motivação ligada ao fim de relacionamento
A morte de Daniela Cunha Moreira segue sendo investigada pela Polícia Civil. De acordo com as apurações, a principal linha de investigação aponta que o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim de um relacionamento de 13 anos.
Durante as investigações, a companheira da policial, Catiane Clarisse de Oliveira e Souza Moreira, e os pais dela, Adilson de Oliveira e Souza e Ana Teresa Rodrigues dos Santos, foram presos.
Segundo a Polícia Civil, Catiane e o pai são investigados por suposta participação direta no homicídio e na ocultação do corpo. Já Ana Teresa é investigada por suspeita de participação na ocultação de cadáver e fraude processual.
Prisões seguem sob análise da Justiça
Após audiência de custódia, Ana Teresa passou a cumprir prisão domiciliar. Adilson permanece preso, enquanto a situação processual de Catiane continua sendo analisada pela Justiça.
A reportagem de O DIA informou que tenta contato com as defesas de Catiane, Adilson e Ana Teresa para que se manifestem sobre as acusações. Até a publicação da reportagem, não havia retorno, e o espaço permanece aberto para posicionamentos.





Deixe um comentário