A série de benefícios concedidos recentemente pelo governador do Rio, Cláudio Castro (PL), a policiais militares, civis e bombeiros, causou insatisfação dos policiais penais por não terem sido também beneficiados. Em vídeo divulgado em redes sociais, o presidente do Sindicato dos Policiais Penais do Estado do Rio de Janeiro – SindSistema, Gutembergue de Oliveira, faz um apelo direto ao governador e convoca a categoria para uma assembleia no dia 2 de dezembro, às 17h, no Complexo Penitenciário de Gericinó, para decidir os próximos passos da mobilização.
“O que devemos fazer para sermos vistos?”
No vídeo, Gutembergue afirma que os policiais penais estão sendo “esquecidos” e “discriminados” pelo governo, apesar do papel decisivo na Operação Contenção, que resultou em 117 criminosos mortos e 83 presos — todos encaminhados ao sistema prisional administrado pela Polícia Penal.
O dirigente cita que a corporação custodia mais de 40 mil detentos, número que tende a subir, e critica a falta de reajustes e gratificações:
“Elogios e reconhecimento não são suficientes para manter o sistema penitenciário. Os Policiais Penais necessitam urgentemente de valorização.”
Ele também destaca que o governo já contemplou outras forças de segurança com reajustes expressivos:
- Bombeiros e Defesa Civil: aumento da gratificação dos guarda-vidas para R$ 1.500 e implantação do valor aos militares do Goesp.
- Polícia Militar e Polícia Civil:
- Reajuste de 36% no RAS (Regime Adicional de Serviço), inalterado desde 2019;
- Criação do RAS 24h;
- Reajuste de 166% no auxílio-alimentação da PM, que passou de R$ 162,60 para R$ 433,80.
Nenhuma das medidas incluiu os policiais penais.
Sindicato cobra isonomia e enviou ofício à SEAP
O SindSistema enviou ofício à secretária de Administração Penitenciária, Maria Rosa Lo Duca Nebel, pedindo que o reajuste do RAS também contemple os policiais penais — especialmente os que trabalham em:
- plantões extraordinários,
- escoltas,
- reforços operacionais,
- escalas em folgas.
O sindicato argumenta que a categoria desempenha funções essenciais para a segurança do Estado e que a falta de valorização afeta diretamente o funcionamento das unidades prisionais:
“Não faz sentido que o reajuste recente de RAS favoreça apenas algumas categorias, quando nós estamos na linha de frente.”
Papel da Polícia Penal
A nota enviada ao governo reforça que a Polícia Penal é responsável por:
- custódia de detentos,
- recapturas,
- escoltas de alta periculosidade,
- segurança de perímetros prisionais,
- apoio a operações conjuntas.
O sindicato afirma que a falta de isonomia salarial prejudica a motivação de servidores e pode gerar impacto direto na segurança pública.
Assembleia marcada para 2 de dezembro
As principais reivindicações são:
- Reajuste do auxílio-alimentação;
- Reajuste do RAS nos mesmos moldes das demais forças;
- Reajuste das gratificações dos grupamentos especiais;
- Reconhecimento institucional da Polícia Penal.






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