Dez foragidos da Justiça que estavam entre o público que assistia aos treinos do Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1 foram presos pela Polícia Civil do estado. A corrida deste ano está marcada para 14h de domingo.
Os agentes identificaram os procurados pelo judiciário por meio do cruzamento dos dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a organização do evento. A Interpol também deu informações que permitiram a localização dos fugitivos.
“Todos os detidos eram alvo de ordem judicial de prisão, em virtude de condenação ou decisão cautelar, pelo cometimento de crimes de diferentes naturezas, entre eles roubo e pedofilia”, informou a SSP.
As prisões aconteceram a partir da aplicação do programa Muralha Paulista. Trata-se de um sistema que integra diferentes bancos de dados, “onde algoritmos desenvolvidos por meio de inteligência artificial analisam em tempo real as informações cadastrais do público”. A partir desta análise os policiais que atuam no evento são alertados.
“O sistema funciona de forma automatizada desde o momento da compra do ingresso, por exemplo, fazendo a verificação em diversas bases de dados estaduais e federais, como o Córtex, que é uma ferramenta de vigilância e controle compartilhada com o estado de São Paulo pelo Governo Federal por meio de Termo de Cooperação assinado em março deste ano”, explica a SSP.
A Fórmula 1 e a prefeitura de São Paulo anunciaram nesta sexta-feira a extensão do contrato para que o Autódromo de Interlagos receba o Grande Prêmio da categoria até 2030. A prorrogação do vínculo estava prevista no acordo até então em vigência, assinado pelo ex-prefeito Bruno Covas (PSDB) em 2020, que tinha validade até 2025.
A prefeitura de São Paulo desembolsará US$ 125 milhões (o equivalente a R$ 627,3 milhões na cotação atual) para manter a cidade no mapa da Fórmula 1 por mais tempo. A capital paulista temia a possibilidade de precisar disputar seu espaço no calendário da categoria com outras cidades, como Madri, que manifestou interesse de sediar um grande prêmio.
O Autódromo de Interlagos integra a grade de circuitos do calendário oficial da F1 ininterruptamente desde 1990. Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, o então presidente chegou a dizer que havia “99% de chance” de o Grande Prêmio brasileiro passar a acontecer no Rio de Janeiro a partir de 2021. O então governador João Doria (à época no PSDB) se opôs e apoiou Covas no plano de assinar um novo contrato com a Fórmula 1.
Com informações de O Globo.





