Polícia Militar do Rio faz treinamento tático avançado para garantir segurança da Cúpula de Líderes do G20

120 policiais militares de forças especiais participaram nesta quinta-feira (7) de uma simulação de casos extremos, como um possível ataque terrorista

O Comando de Operações Especiais da Polícia Militar está utilizando tecnologia avançada e treinamento tático para garantir a segurança da Cúpula de Líderes do G20, que ocorrerá no Rio de Janeiro nos dias 18 e 19 de novembro. Em preparação, 120 policiais militares de forças especiais participaram nesta quinta-feira (7) de uma simulação de casos extremos, como um possível ataque terrorista, na sede do COE, localizada em Ramos, na Zona Norte do Rio.

Durante a simulação, o Batalhão de Ações com Cães (BAC) demonstrou técnicas de detecção de explosivos, empregando cães da raça pastor belga malinois, especializados em localizar substâncias como ANFO e pólvora negra. Na demonstração, um cão localizou um explosivo em um veículo e sinalizou sua descoberta sentando-se ao lado do carro, método que será aplicado na varredura de áreas específicas durante o evento.

Além do BAC, participaram da simulação outras unidades de elite, incluindo o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), o Grupamento Aeromóvel (GAM), o Batalhão Tático de Motociclistas (BTM), e o Núcleo de Apoio às Operações Especiais (Naoe). As tropas fortalecerão o patrulhamento ostensivo pela cidade e estarão diretamente envolvidas na escolta e proteção das delegações internacionais.

A vigilância aérea é outra peça importante da operação, com helicópteros do GAM equipados com câmeras de alta precisão e drones, que auxiliarão no monitoramento em tempo real. Imagens captadas por esses equipamentos serão enviadas ao Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), permitindo coordenação e respostas rápidas a qualquer eventualidade. Essa integração de tecnologia e forças de elite visa assegurar a segurança dos líderes e das delegações que participarão da cúpula.

Com o olhar voltado para a proteção de líderes mundiais, os atiradores de elite do Batalhão de Operações Especiais (Bope) estarão posicionados em pontos estratégicos. Os locais ainda estão sendo estudados pelos grupos de trabalho Secretaria de Estado de Segurança. Conhecidos como “snipers”, os agentes especiais são treinados para, em casos extremos, atingir o alvo a uma distância mínima de 100 metros.

A porta-voz da PM, tenente-coronel Cláudia Moraes, disse as tropas especiais estão preparadas para enfrentar qualquer evento crítico durante o encontro de líderes mundiais.

— Esse exercício demonstra toda a capacidade, todo o treinamento que foi desenvolvido pela Polícia Militar para a cúpula do G20. Essas forças especiais podem ser utilizadas numa demanda de evento crítico durante a cúpula do G20. Nossas unidades especiais vão estar com a sua capacidade máxima.

A porta-voz da PM disse que ainda não há o contingente de policiais que vai atuar no evento; mas explicou que os agentes vão reforçar também as principais vias da cidade, trabalhando de maneira integrada com os batalhões das áreas. O esquema completo do policiamento será divulgado pela corporação nas próximas semanas.

— Nesse período, o nosso policiamento ordinário também estará mobilizado principalmente nas vias especiais, onde há maior circulação das pessoas, para garantir uma cidade segura para todos.

GLO no Rio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai decretar uma operação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) para o município do Rio durante a reunião da cúpula do G20. Segundo o secretário estadual de Segurança Pública do Rio, Victor Cesar Santos, a medida é normal em grandes eventos e com a GLO a governança dos trabalhos deverá ser do governo federal:

A medida não valerá para a cidade inteira. Apenas para um perímetro de áreas próximas ao MAM e dos hotéis onde ficarão hospedados os chefes de estado e as delegações. Basicamente, em trechos das orlas da Barra da Tijuca, da Zona Sul e Centro, além da Linha Vermelha e Linha Amarela. Nesses locais, as Forças Armadas terão poder de polícia.

A medida também foi utilizada em outros eventos internacionais de grande porte no Rio, como a Rio-92, a Rio+20, Copa do Mundo e nas Olimpíadas.

Com informações de O Globo.

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