Sarah Raíssa Pereira, de apenas 8 anos, foi encontrada morta semana passada pelo avô em casa, em Ceilândia, no Distrito Federal, com um frasco de desodorante ao lado do corpo. A suspeita é que a menina tenha participado do chamado “desafio do desodorante”, disseminado por meio de vídeos em redes sociais como o TikTok, que incentiva crianças e adolescentes a inalarem o produto em busca de sensações de euforia, informa Metrópoles.
A Polícia Civil do DF confirmou que irá notificar o TikTok para obter informações sobre a possível veiculação do conteúdo que pode ter levado à morte da criança. O delegado Walber Lima, responsável pelo caso, afirmou nesta segunda-feira (14) que a principal linha de investigação aponta para a influência de vídeos publicados na internet.
“Primeiramente, temos que ter acesso ao vídeo, verificar se de fato essa criança acessou ou teve contato com o conteúdo. O depoimento dos familiares vai auxiliar bastante. É lógico que, se a rede social foi o meio pelo qual ela teve acesso, vamos oficiar a plataforma para buscar informações sobre o criador do conteúdo”, declarou o delegado.
O celular da vítima será submetido à perícia técnica, com o objetivo de identificar se ela visualizou vídeos relacionados ao desafio e se houve envio ou encaminhamento por terceiros. Os investigadores também querem descobrir a origem do vídeo, quem o produziu e como ele circulou até chegar à criança.
Segundo laudo inicial do Hospital Regional de Ceilândia (HRC), a causa da morte teria sido inalação de substância tóxica presente no aerosol, o que reforça a hipótese de que o “desafio” foi executado por Sarah.
A mãe e o avô da menina já prestaram depoimento. De acordo com relatos, a criança usava redes sociais com frequência, embora a família acreditasse estar supervisionando seu uso. O corpo foi encontrado pelo avô, caído no sofá da sala com o frasco de desodorante ao lado.
Sarah Raíssa será sepultada nesta segunda-feira (14), sob forte comoção dos moradores da comunidade local. Amigos, familiares e vizinhos se uniram em manifestações de luto e pedidos de justiça.
A morte de Sarah reacende o alerta sobre os riscos dos conteúdos virais nas redes sociais e os desafios enfrentados por pais e responsáveis na fiscalização do ambiente digital infantil. A CNN entrou em contato com o TikTok, mas, até o momento, a plataforma não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
A Polícia Civil segue com as investigações e não descarta a responsabilização de envolvidos na disseminação do conteúdo, caso seja comprovada a relação direta com a morte da criança.





