Polícia investiga se crimes em bar estão relacionados com guerra entre milícias

Entre as vítimas estão o filho de um dono de jornal, o proprietário de pontos de uma linha de van e o dono de um salão de festas

Das seis pessoas que morreram em um ataque a tiros em um bar de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, na noite de domingo (8), estão o filho do dono de um jornal da cidade, o proprietário de pontos de linha de van — apontado pela polícia como possível alvo do crime — e o dono de um salão de festas.

O caso ocorreu no Boteco do Mi, no bairro Cerâmica, quando homens encapuzados, em um carro, abriram fogo contra frequentadores do estabelecimento, segundo informou a Polícia Militar.

A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga se o ataque foi motivado por uma guerra entre milícias na região.

Uma das vítimas foi identificada como Júlio César Ornelas de Lemos, filho do proprietário do Jornal Hora H, em Nova Iguaçu. Ele já havia sido preso em 2019, em Porto Seguro, no sul da Bahia, quando trabalhava como gerente de um hotel. À época, ele era suspeito de envolvimento na morte de um casal em Nova Iguaçu, em 2017.

Outra vítima foi Ana Cristina Santos, de 57 anos. Ela estava com uma amiga em um local próximo ao bar quando foi atingida por disparos. Ana Cristina chegou a ser socorrida e levada ao Hospital Geral de Nova Iguaçu, mas não resistiu aos ferimentos. A amiga que a acompanhava também foi baleada, recebeu atendimento médico e já teve alta. Ela é esposa de Fagner, outro morto no ataque.

A terceira vítima identificada foi Lucas Omena Oliveira, proprietário de um salão de festas na cidade. A namorada dele afirmou que Lucas não tinha inimigos, mas teria se envolvido em uma briga generalizada no mês passado.

A Polícia Civil ainda apura se Fagner seria o verdadeiro alvo da ação criminosa.

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