O ex-prefeito do Rio de Janeiro e pré-candidato do governo do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, usou as redes sociais nesta quarta-feira (18) para fazer uma defesa enfática dos interesses econômicos do estado diante da definição do traçado da Ferrovia EF-118, conhecida como o Anel Ferroviário do Sudeste.
Em vídeo publicado na internet, Paes afirmou que o projeto atualmente em discussão pelo Governo Federal pode influenciar diretamente o desenvolvimento econômico fluminense pelos próximos 50 anos.
Segundo ele, o modelo previsto para o leilão contempla apenas a ligação entre o Espírito Santo e o Porto do Açu, em São João da Barra, deixando de fora um trecho considerado estratégico para a integração logística do estado: de Macaé à Baixada Fluminense.
“O Rio é o motor da economia brasileira e não pode ficar de fora de uma obra que vai definir o desenvolvimento da região pelos próximos 50 anos. O trecho que interessa ao Rio precisa entrar como obrigação no leilão, não como uma promessa para o futuro”, afirmou Paes.
Crítica ao modelo em discussão
Durante a manifestação, o ex-prefeito destacou a importância do Rio de Janeiro para a economia nacional, lembrando que o estado concentra atividades ligadas à produção de petróleo, ao recebimento do gás do pré-sal e abriga o Porto do Açu, considerado um dos principais complexos portuários e industriais do país.
Paes argumentou que o trecho atualmente previsto no projeto transformaria o Porto do Açu principalmente em um corredor de exportação de minério, sem garantir a integração ferroviária com outras regiões estratégicas do estado.
“O Porto do Açu é fluminense, e essa ferrovia precisa servir ao Rio inteiro, não apenas transformar o porto em corredor de exportação”, reforçou.
Segundo o prefeito, o segmento considerado fundamental para o desenvolvimento fluminense seria a extensão da ferrovia em direção ao sul, ligando o Norte Fluminense à Baixada Fluminense e à malha ferroviária já existente.
Apelo ao Governo Federal
Na publicação, Eduardo Paes fez um apelo direto ao Ministério dos Transportes para que o trecho complementar seja incorporado às exigências do leilão previsto para este ano.
De acordo com o ex-prefeito, a ligação ferroviária deveria contemplar cidades e regiões consideradas estratégicas para a economia estadual, como Macaé, Região dos Lagos, Maricá, Itaboraí, o Complexo de Boa Ventura e a Baixada Fluminense.
O argumento central é que a infraestrutura ferroviária poderia estimular a geração de empregos, a atração de indústrias e o fortalecimento da logística em diferentes regiões do estado.
Debate sobre o futuro da logística
A discussão ocorre em meio às tratativas federais para a implantação da EF-118, empreendimento apontado como uma das principais obras de infraestrutura logística planejadas para o Sudeste do país.
Para Paes, a definição do traçado não deve se limitar ao atendimento de interesses de exportação, mas também funcionar como instrumento de integração econômica regional.
“Essa ferrovia tem que gerar emprego, indústria e desenvolvimento para todo o estado, da região Norte à Baixada Fluminense.”
Ao encerrar a manifestação, o prefeito afirmou que a defesa da inclusão do trecho fluminense não está relacionada a disputas partidárias, mas aos interesses econômicos do estado.
Segundo ele, o Rio de Janeiro precisa ter participação ativa nas decisões que envolvem obras estruturantes capazes de influenciar o desenvolvimento regional nas próximas décadas.






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