A Polícia Civil deflagrou, nesta segunda-feira (1º), uma operação para investigar um grupo suspeito de se aproveitar de um empresário com câncer em estágio terminal para assumir o controle de empresas e movimentar precatórios milionários. São 22 mandados de busca e apreensão são cumpridos no Centro e nas zonas Sul, Oeste e Norte do Rio.
Segundo a Delegacia de Defraudações (DDEF), os investigados são suspeitos de estelionato, associação criminosa, apropriação indébita e falsidade ideológica. Entre os alvos estão dois policiais militares.
Como grupo atuava
As investigações apontam que alterações societárias consideradas suspeitas ocorreram cerca de três meses antes da morte do empresário. De acordo com a polícia, empresas detentoras de créditos judiciais de alto valor teriam sido transferidas para pessoas ligadas ao grupo investigado.
Os agentes também identificaram a criação de novas empresas que teriam sido usadas para movimentar recursos e dificultar o rastreamento do dinheiro.
Segundo a DDEF, há indícios de uso de documentos com assinaturas falsificadas e da concessão de amplos poderes de representação a integrantes do grupo pouco antes da morte da vítima.
Testamento 2h antes da morte
Outro ponto investigado é a cessão de parte de um precatório avaliado em aproximadamente R$ 38,5 milhões para escritórios de advocacia poucos dias antes do falecimento do empresário. A polícia também apura um testamento elaborado cerca de duas horas antes da morte, que teria nomeado uma das investigadas como testamenteira, inventariante e beneficiária do patrimônio.
As investigações apontam ainda que mais de R$ 1,1 milhão foram depositados na conta dessa investigada apenas sete dias após a morte da vítima. Segundo a polícia, o valor teria origem em créditos relacionados aos precatórios.
A operação busca reunir novos documentos e provas para esclarecer a movimentação financeira e a participação de cada investigado no esquema.






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