A Polícia Civil do Rio de Janeiro divulgou nesta sexta-feira (31) a lista com os nomes dos 99 mortos identificados após a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, na Zona Norte. Nenhum deles, segundo reportagem do jornal O Globo, havia sido denunciado pelo Ministério Público do Estado (MPRJ) na investigação que embasou a ação policial.
Apesar disso, 42 dos mortos tinham mandados de prisão em aberto e 78 possuíam histórico criminal. Todos os corpos foram identificados no Instituto Médico-Legal (IML) e já estão liberados para sepultamento, enquanto outros 18 ainda aguardam reconhecimento formal.
Mortos eram de outros estados e tinham posições no crime
O secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou que 40 dos mortos eram oriundos de outros estados, incluindo chefes do tráfico no Ceará, Bahia, Pará, Espírito Santo, Goiás e Amazonas. Entre os exemplos citados estão “Russo”, apontado como líder em Vitória (ES); “Chico Rato” e “Gringo”, do Amazonas; e “Mazola”, da Bahia.
“Essa constatação mostra que os complexos da Penha e do Alemão deixaram de ser apenas o quartel-general do Comando Vermelho no Rio. Hoje, funcionam como um QG nacional, de onde partem as ordens para todo o país”, afirmou Curi.
Presos e investigação continuam em andamento
A megaoperação também resultou na prisão de 113 pessoas, entre elas 33 de outros estados e 10 adolescentes. De acordo com o secretário, 54 dos presos possuem anotações criminais, e todos tiveram a prisão preventiva decretada após audiência de custódia.
A ação, considerada uma das maiores já realizadas no Rio, teve como objetivo desmantelar o núcleo nacional do Comando Vermelho. As investigações prosseguem para identificar a hierarquia e os vínculos entre as facções de diferentes estados.
Nomes divulgados pela polícia
A lista oficial inclui 99 nomes, entre eles Adailton Bruno Schmitz da Silva, Alessandro Alves de Souza, Gabriel Lemos Vasconcelos, Marcos Vinicius da Silva Lima e Wellington Brito dos Santos. Todos foram retirados da mata por moradores e levados até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha, onde corpos foram enfileirados após o confronto.
O Ministério Público, por sua vez, afirmou que a lista de denunciados que deu origem à operação se restringia a alvos com provas específicas de envolvimento em facções, e que a análise dos mortos será considerada em investigações paralelas.
Confira a listagem completa:













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