Polícia fecha o cerco e prende dono de clínica veterinária em Bonsucesso

Ação da Delegacia do Consumidor identificou medicamentos vencidos disponíveis para uso em animais

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro terminou com a prisão em flagrante do responsável por uma clínica veterinária em Bonsucesso, na Zona Norte da capital. A ação, realizada pela Delegacia do Consumidor (Decon) nesta segunda-feira (22), encontrou medicamentos vencidos armazenados e disponíveis para utilização em procedimentos veterinários, além de outras irregularidades apontadas pelos agentes.

A fiscalização foi motivada por denúncias sobre possíveis problemas no funcionamento do estabelecimento. Durante a inspeção, os policiais localizaram diversos produtos com prazo de validade expirado, incluindo antibióticos, analgésicos e outros insumos utilizados no atendimento aos animais.

Medicamentos vencidos apreendidos

Segundo a Polícia Civil, os produtos encontrados estavam armazenados na clínica mesmo após o vencimento, situação considerada irregular e que pode representar riscos à saúde dos pets atendidos no local.

Todo o material identificado pelos agentes foi apreendido para análise e registro da ocorrência. A Decon destacou que o uso de medicamentos fora da validade pode comprometer a eficácia dos tratamentos e provocar reações adversas nos animais.

Ausência de responsável técnico

Além dos medicamentos vencidos, os policiais constataram a ausência do responsável técnico da clínica durante a fiscalização.

A presença desse profissional é obrigatória por lei em estabelecimentos veterinários e faz parte das exigências para o funcionamento regular desse tipo de serviço. A falta do responsável técnico foi incluída entre as irregularidades verificadas pela equipe da especializada.

Prisão em flagrante

O proprietário acompanhou toda a inspeção realizada pelos agentes. Diante das irregularidades encontradas, ele foi conduzido para a sede da Delegacia do Consumidor.

De acordo com a Polícia Civil, o responsável foi autuado em flagrante por crimes contra as relações de consumo e a ordem tributária. O caso segue sob investigação.

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