O delegado Vinicius Miranda afirmou que a prisão temporária do vereador carioca Salvino Oliveira (PSD) foi solicitada após a investigação identificar indícios de ligação do parlamentar com a facção criminosa Comando Vermelho.
Titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado do Departamento de Combate à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil, Miranda afirmou que a Justiça autorizou a medida para aprofundar as apurações.
Segundo o delegado, novos detalhes devem surgir a partir da análise de documentos e do celular apreendido durante a operação realizada nesta quarta-feira (11).
“Esses indícios foram apresentados à Justiça, que entendeu ser necessária a prisão temporária para buscar mais elementos e compreender qual seria a participação dele dentro da facção”, disse.
Operação mira estrutura nacional do CV
A declaração foi dada durante coletiva sobre a Operação Contenção Red Legacy, que tem como alvo a estrutura nacional do Comando Vermelho.
A ação cumpriu 13 mandados de prisão. Até a última atualização, sete pessoas haviam sido presas, enquanto quatro já estavam no sistema prisional.
Entre os detidos estão seis policiais militares e o vereador. A polícia também procura Márcia Gama dos Santos Nepomuceno, mulher do traficante Marcinho VP, considerada foragida. Outro alvo é Landerson Lucas dos Santos, sobrinho do chefe da facção.
Suspeita de acordo para campanha em área dominada pelo tráfico
De acordo com a investigação, Salvino teria negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como Doca, autorização para realizar campanha eleitoral na comunidade da Gardênia Azul, área dominada pelo Comando Vermelho.
Segundo a polícia, a permissão teria sido concedida em troca de benefícios ao grupo criminoso, apresentados publicamente como ações voltadas à população local.
Um dos pontos investigados envolve a instalação de quiosques na região. Conforme a polícia, parte dos beneficiários teria sido indicada diretamente por integrantes da facção, sem processo público transparente.
Vereador nega acusações
Em declaração à imprensa, Salvino negou qualquer ligação com o traficante Doca e afirmou que não conhece o sobrinho de Marcinho VP.
“Estou sendo vítima de uma briga política que não é minha”, disse.
A Câmara Municipal do Rio de Janeiro informou, por meio de nota, que acompanha o caso e reafirmou confiança nas instituições e no devido processo legal.






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