A Polícia Civil fez, nesta quinta-feira (13), a primeira fase da Operação Sarasvati para investigar um suposto esquema de direcionamento e fraudes em contratos de obras para escolas públicas. A ação foi conduzida por agentes da Delegacia Fazendária (Delfaz), com o apoio do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE).
Ao todo, os policiais cumpriram 20 mandados de busca e apreensão expedidos para a Região Metropolitana, Baixada Fluminense, interior do estado e também na cidade de São Paulo. Na ação, foram apreendidos veículos, uma moto aquática, documentos, eletrônicos e computadores.
No Rio de Janeiro, as buscas aconteceram em sedes de empresas e nas residências de sócios nos bairros do Andaraí e Centro. Mandados também foram cumpridos em São Gonçalo, Maricá, Cabo Frio, Campos dos Goytacazes Angra dos Reis e Mangaratiba.
Favorecimento e intervenções desnecessárias
Segundo os investigadores, a apuração apontou indícios de manipulação na escolha das empreiteiras responsáveis pelas reformas e intervenções nas unidades de ensino. O esquema teria a participação direta de um ex-diretor regional, que atuava indicando e favorecendo empresas específicas nos processos de contratação.
Entre as irregularidades descobertas pela investigação, chamaram a atenção da polícia duas práticas recorrentes: obras sem pedido prévio, com reformas e intervenções sem qualquer solicitação por parte dos gestores das escolas, e a execução em proporções muito maiores do que os diretores das unidades pediram.
Os agentes recolheram mídias digitais, computadores, documentos e buscam novas provas para fortalecer o inquérito e identificar outros possíveis envolvidos na fraude.







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