A Polícia Militar prometeu repetir a operação de repressão aos flanelinhas no entorno do Maracanã na noite desta segunda-feira (20), durante o clássico entre Vasco e Fluminense. A ação ocorre um dia após a prisão de 18 homens acusados de extorquir motoristas, cobrando até R$ 100 por vagas públicas durante o jogo do Flamengo no domingo (19).
Enquanto a PM atua na repressão direta, a solução para o problema avança na capital fluminense. O projeto de lei que cria um sistema de estacionamento 100% digital na cidade, aprovado na Câmara do Rio na última semana, aguarda agora a decisão do prefeito Eduardo Paes (PSD).
O que diz o projeto aprovado na Câmara dos Vereadores
A proposta prevê o fim dos talões de papel e a implementação de um sistema com pagamento por aplicativo, PIX ou parquímetro eletrônico, com fiscalização automatizada por câmeras. O objetivo é justamente acabar com a “máfia dos flanelinhas”, como chamou o autor do projeto, vereador Marcelo Diniz (PSD).
Se sancionada, a nova lei permitirá que a prefeitura tenha controle total sobre as vagas e a arrecadação dos pagamentos, proibindo qualquer cobrança por pessoas não credenciadas, embora preveja a prioridade na contratação de guardadores formalizados para atuarem como fiscais do novo sistema.
Polícia orienta registrar ocorrência
A operação de domingo no Maracanã expõe a gravidade de um problema que a nova legislação busca resolver. Dos 18 presos por extorsão, todos foram liberados após prestar depoimento e responderão em liberdade. A polícia afirma que, sem a queixa formal das vítimas, que muitas vezes têm medo de represálias, a punição se torna mais difícil.
A orientação é que os torcedores vítimas da prática registrem o boletim de ocorrência, o que pode ser feito de forma online, no site da Polícia Civil. Caso o pagamento tenha sido feito por Pix, o comprovante deve ser anexado como prova do crime.
Na última quinta-feira (16), em outra partida no estádio, agentes do 6º BPM (Tijuca) já haviam abordado 290 flanelinhas na mesma região. Desse total, um dado que chama atenção: 160 deles possuíam anotações criminais por outros delitos.






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