PM é assassinado na Zona Norte; polícia investiga relação com jogo do bicho

Um policial militar foi morto a tiros por homens encapuzados na noite de terça-feira em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. Daniel Mendonça da Silva, de 41 anos, estava de folga. O agente chegou a ser levado para o Hospital estadual Carlos Chagas, no mesmo bairro, mas não resistiu. O cabo, que integrava a…

Um policial militar foi morto a tiros por homens encapuzados na noite de terça-feira em Marechal Hermes, na Zona Norte do Rio. Daniel Mendonça da Silva, de 41 anos, estava de folga. O agente chegou a ser levado para o Hospital estadual Carlos Chagas, no mesmo bairro, mas não resistiu.

O cabo, que integrava a corporação desde 2012, foi preso em março deste ano, acusado de participar da quadrilha do contraventor Bernardo Bello. Ele teve a prisão relaxada no mesmo mês. Com o assassinato do agente, a polícia investiga a relação do crime com a guerra do jogo do bicho.

Daniel deixou o sistema prisional no fim do mesmo mês, após decisão do juiz Juarez Costa de Andrade, da Vara Especializada de Combate ao Crime Organizado. O magistrado entendeu que havia ilegalidades na prisão, uma delas, o fato de que o Ministério Público ainda não tinha oferecido denúncia, quase um mês após todos serem detidos, desrespeitando prazo do Código de Processo Penal.

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) investiga a morte do agente. Segundo a Polícia Militar, foi feita uma perícia no local. Diligências estão sendo realizadas para identificar quem matou o policial. De acordo com a PM, a Corregedoria Geral da corporação acompanha os desdobramentos do caso.

Na última sexta-feira, o motorista Luiz Henrique de Souza Waddington, de 22 anos, foi vítima de tentativa de homicídio no Catumbi, no Centro do Rio. Ao menos 40 disparos atingiram o carro, quatro deles feriram a vítima, que foi socorrida para o Hospital Souza Aguiar.

A Polícia Civil investiga se uma disputa pelo controle de mais de 40 pontos do jogo do bicho, envolvendo contraventores da Zona Norte e integrantes da máfia do cigarro contrabandeado de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, pode estar por trás do caso.

Com informações do Extra online.

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