A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro vai reforçar a proteção individual de seus agentes com a aquisição de mais de 8,3 mil novos coletes balísticos. Os equipamentos, destinados ao uso durante o serviço, oferecem proteção contra disparos de diferentes calibres e permitem a adaptação de placas capazes de ampliar a segurança dos policiais em operações de maior risco.
A contratação de duas empresas responsáveis pelo fornecimento foi publicada na última semana no Diário Oficial. De acordo com o cronograma previsto, as primeiras remessas devem chegar à corporação até outubro deste ano. A entrega integral dos equipamentos deverá ser concluída em até 12 meses.
Os coletes adquiridos são classificados no nível IIIA e foram projetados para oferecer proteção contra disparos de armas curtas, incluindo pistolas 9 mm e armas de calibre .44 Magnum.
Mais mobilidade durante o serviço
Além da proteção balística, a aquisição busca melhorar as condições de trabalho dos policiais. Os novos modelos são mais flexíveis e utilizam materiais como fibras de aramida, característica que favorece a mobilidade dos agentes durante patrulhamentos, abordagens e outras ocorrências.
O formato também pretende proporcionar maior conforto ao longo da jornada. Policiais militares frequentemente precisam permanecer muitas horas com o equipamento, seja dirigindo viaturas, realizando patrulhamento a pé ou permanecendo longos períodos em pé.
A combinação entre proteção e mobilidade ganha importância especialmente em áreas urbanas, onde os agentes precisam se deslocar rapidamente e realizar diferentes tipos de intervenção sem retirar os equipamentos de segurança.
Proteção pode ser reforçada contra fuzis
Os novos coletes também contam com estrutura e ajustes que possibilitam o acoplamento de placas balísticas de nível III+. Com esse reforço, o equipamento pode ampliar a proteção contra disparos de armamentos de maior calibre, incluindo fuzis.
A possibilidade permite que a proteção seja adaptada ao risco de cada missão. Em operações com maior possibilidade de confronto armado, por exemplo, o policial poderá utilizar as placas adicionais, enquanto atividades de rotina poderão ser realizadas com uma configuração mais leve.
Atualmente, a Secretaria de Estado de Polícia Militar dispõe de mais de 2,4 mil desses dispositivos adicionais de proteção. As placas podem ser destinadas aos agentes conforme o tipo de serviço para o qual estiverem escalados.







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