A tentativa de pôr fim às animosidades no plenário da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), discutida no Colégio de Líderes na semana passada, parece não ter surtido efeito. Pior: mais uma vez o personagem da discórdia foi Renan Jordy (PL), que já levou uma chamada pública do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil). Desta vez, ele bateu boca com Renata Machado (PT), que o chamou para a briga depois que a sessão terminasse.
O bafafá começou após aprovação da Medalha Tiradentes para a advogada Mônica Santos, concedida por iniciativa de Dani Balbi (PCdoB). A deputada lembrou da trajetória da homenageada, tendo sendo a primeira mulher negra a compor a diretoria da OAB-RJ. Logo após a declaração de voto da parlamentar, Jordy pegou o microfone e não poupou seu veneno.
“Gostaria de prestar minha solidariedade a Jojo Todynho, que saiu da senzala ideológica e não foi defendida pela esquerda. Essa esquerda formada por PT, Psol é uma claque. Eles odeiam aqueles que pensam o contrário. São os escravocratas do século XXI, capatazes de quem pensam o contrário”, gritou ao microfone.

Geralmente afeito a pacificação, o petista Renato Machado não gostou do que ouviu e partiu para o ataque contra Jordy, dizendo que estava disposto a esperar o colega de plenário “lá fora” para resolver a situação.
“O senhor quando falar em claque me respeite, por favor. Até porque quando o senhor fala dessa forma está me incluindo. Sou um cidadão de bem, pai de família, pastor evangélico e negro. Se quiser resolver um problema comigo, podemos resolver isso lá fora. Se quiser falar de alguém, é preciso dar nomes”, disse, aos berros.
Foi a deputada Tia Ju (Republicanos), que presidia a sessão, que acalmou os ânimos, dizendo que não permitiria mais que os deputados usassem o microfone para falar de assuntos fora da pauta.
“Não sabia que a fala seria para desqualificar alguém. Jamais autorizaria isso, seja para deputados de direita, esquerda ou centro. Por isso, não darei mais o pela ordem, mas só questão de ordem, que é quando tratamos da pauta”, disse.






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