A Polícia Federal fez, na manhã desta quinta-feira (17), a Operação Conexão Paralela, contra um grupo suspeito de trazer aparelhos eletrônicos, especialmente celulares, ilegalmente para o Brasil e revendê-los sem pagar impostos. Seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços no Rio de Janeiro e em Maricá, na Região Metropolitana. Segundo a investigação, um policial militar seria o principal operador do esquema, que teria movimentado até R$ 60 milhões.
Conforme os agentes, ele é suspeito de atuar em conjunto com outros integrantes para facilitar a entrada dos produtos no país e distribuí-los para venda. O nome do PM e dos outros investigados não foi divulgado — na casa dele, foram apreendidos relógios, dinheiro
Na capital, os policiais estiveram em endereços na Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes, Copacabana, Bangu e Guaratiba. Na sede de uma empresa, na Barra, foram apreendidos celulares, peças para aparelhos e máquinas de cartão.
As apurações começaram após uma denúncia anônima encaminhada pelo Comunica PF, canal da Polícia Federal para o recebimento de informações sobre possíveis crimes. A partir das informações recebidas, os investigadores cruzaram dados sobre a movimentação e venda dos eletrônicos.

Investigação, infrações e enquadramento penal
Os alvos são investigados pelos crimes de descaminho e associação criminosa. A PF também apura a possibilidade de outros crimes fiscais ou de corrupção, que poderão ser identificados a partir da análise do material apreendido durante a operação.
Os mandados são cumpridos em diferentes pontos da capital fluminense e de Maricá. A investigação continua após a operação.








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