O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta terça-feira que o inquérito sobre o caso Master está em fase final e caminha para a conclusão dentro do prazo estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, as investigações indicam que problemas envolvendo o banco já eram conhecidos em gestões anteriores do Banco Central (BC).
As declarações foram dadas durante entrevista coletiva, na qual Andrei destacou que os inquéritos em andamento têm objeto bem definido e seguem sem descartar nenhuma hipótese. A apuração tramita no STF sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que concedeu, em 16 de janeiro, mais 60 dias para a conclusão dos trabalhos.
Investigação avançou após envio do BC à PF
De acordo com Andrei Rodrigues, a investigação só avançou graças à iniciativa do atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que encaminhou o caso aos órgãos de controle, conforme prevê a legislação. O diretor-geral da PF afirmou que o problema não surgiu recentemente.
“A investigação foi possível graças à coragem do presidente do Banco Central de enfrentar um problema que já vinha de outras gestões e que ele teve a capacidade de levar à Polícia Federal, como manda a lei”, disse.
Segundo Andrei, as informações chegaram à PF por meio do fluxo legal, a partir do encaminhamento feito pelo BC à Procuradoria-Geral da República (PGR), e posteriormente à Polícia Federal. A análise desses dados revelou que já havia alertas anteriores relacionados à instituição financeira.
“O que percebemos é que havia outros alertas em outros momentos”, acrescentou.
Prazo para conclusão e prisão do dono do banco
O inquérito principal apura fraudes envolvendo o Banco Master e resultou, nas fases iniciais, na determinação da prisão de Daniel Vorcaro, proprietário da instituição. Segundo Andrei Rodrigues, a expectativa das equipes responsáveis é concluir o relatório final dentro do prazo concedido pelo STF.
“Estamos caminhando para um relatório final e dando encaminhamento a todos os achados, sem descartar nenhuma hipótese “, afirmou o diretor-geral da PF.
Além do inquérito que tramita no Supremo, há investigações relacionadas ao caso em primeira instância. De acordo com Andrei, há atualmente um foco “muito claro” nesses procedimentos, com delimitação precisa do objeto investigado.
Foco definido e apurações paralelas
Andrei Rodrigues explicou que a estratégia da Polícia Federal é evitar a dispersão da investigação principal, mesmo diante do surgimento de novos elementos ao longo do trabalho. O objetivo, segundo ele, não é revisitar todo o histórico do banco, mas avançar a partir do que foi formalmente delimitado no inquérito.
“Não é voltar no tempo para entender tudo o que houve, mas avançar a partir de um objeto definido”,— disse.
Ainda assim, o diretor-geral ressaltou que eventuais achados paralelos não serão ignorados pela PF.
“Procuramos não poluir o objeto principal com outros achados, mas não vamos descartar nenhum achado”, concluiu.






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