PF destrói nova fraude bolsonarista sobre a facada: não houve depoimento de Adélio acusando o PT

É mentira que o homem que é acusado do suposto atentado contra Jair Bolsonaro, em 2018 tenha prestado novo depoimento e dito que agiu a mando do PT. Aliás, é mentira que tenha havido qualquer tipo de depoimento de Adélio nos últimos tempos. A Polícia Federal (PF) negou ontem que Adélio Bispo de Oliveira, suspeito…

É mentira que o homem que é acusado do suposto atentado contra Jair Bolsonaro, em 2018 tenha prestado novo depoimento e dito que agiu a mando do PT. Aliás, é mentira que tenha havido qualquer tipo de depoimento de Adélio nos últimos tempos.

A Polícia Federal (PF) negou ontem que Adélio Bispo de Oliveira, suspeito de ser responsável por um atentado contra o presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2018, tenha prestado um novo depoimento e informado que o ataque foi encomendado pela campanha de Fernando Haddad (PT).

Com a informação oficial da PF, fica demonstrado que a fake news foi mais uma armação bolsonarista, com participação direta do próprio presidente e de seus filhos, para exercer influência sobre os eleitores, cuja maioria, segundo as pesquisas, rejeita o atual governo e planeja votar em Lula em outubro.

O desmentido da PF está no Globo.

Se a fraude funcionou na campanha de 2018, quando os Bolsonaro acusaram Adélio de ter sido do PSOL, desta vez a repetição da mesma mentira, agora tentando envolver o PT, foi rapidamente desmoralizada.

O suposto depoimento havia sido divulgado no sábado no Twitter por uma conta que se apresenta como representante do movimento hacker Anonymous. A mesma publicação dizia que Adélio poderia ter sido coagido no suposto depoimento.

A informação passou a ser difundida por apoiadores de Bolsonaro, como o blogueiro Fernando Lisboa — que foi investigado no inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que apurou a organização de atos antidemocráticos — e o Movimento Avança Brasil.

Procurada nesta segunda-feira, a PF informou apenas que “não houve depoimento”.

Adélio está preso desde 2018 na penitenciária federal de Campo Grande (MS). A investigação da PF apontou que ele agiu sozinho ao atacar Bolsonaro. Entretanto, no ano passado o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) autorizou a reabertura do inquérito, para que seja analisado material apreendido no escritório dos advogados que defendem Adélio.

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