PF apreende veículos de luxo em endereço ligado a Ciro Nogueira em investigação sobre o Banco Master; vídeo

Ação da Polícia Federal inclui recolhimento de moto e carro de alto padrão e integra nova fase de investigação sobre suposto esquema financeiro

A Polícia Federal (PF) realizou, na manhã desta quinta-feira (7), a apreensão de dois veículos de luxo vinculados ao senador Ciro Nogueira (PP), em Brasília. A ação faz parte da quinta fase da Operação Compliance Zero, que investiga irregularidades envolvendo o Banco Master.

Entre os bens recolhidos estão uma motocicleta Honda CB1000 e um carro BMW 440i. Além dos veículos, os agentes federais também levaram um malote com materiais considerados relevantes para a apuração. A operação foi realizada por volta das 8h40 em um imóvel localizado no Lago Sul, área nobre da capital federal.

Investigação envolve supostos repasses mensais

De acordo com as investigações, há suspeitas de que o senador, que preside o Partido Progressistas (PP), teria recebido pagamentos mensais de R$ 500 mil do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. A apuração busca esclarecer possíveis crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e infrações contra o Sistema Financeiro Nacional.

Nesta fase da operação, a PF cumpre ao todo 10 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária. As diligências ocorrem em diferentes estados, incluindo Piauí, São Paulo, Minas Gerais e o Distrito Federal. No DF, os alvos incluem endereços associados ao parlamentar.

Decisão partiu do STF

As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela relatoria do caso envolvendo o Banco Master. A operação marca um avanço nas investigações, ampliando o escopo de coleta de provas.

Defesa nega irregularidades

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira afirmou que rejeita qualquer suspeita de ilegalidade envolvendo o senador. Os advogados destacaram que ele está disposto a colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos.

“A defesa repudia qualquer ilação de ilicitude sobre suas condutas, especialmente em sua atuação parlamentar”, diz o comunicado. O texto também ressalta que o senador “não teve qualquer participação em atividades ilícitas” e que permanece à disposição para prestar esclarecimentos.

Os representantes legais ainda questionaram a base das medidas judiciais, argumentando que ações consideradas invasivas não deveriam se apoiar apenas em trocas de mensagens envolvendo terceiros, e indicaram que o tema poderá ser debatido nas instâncias superiores da Justiça.

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