Petrópolis: “Há risco de novo deslizamento”, diz chefe da Defesa Civil

As fortes chuvas que voltaram a atingir Petrópolis, região serrana do Rio, podem atrapalhar na busca por vítimas e causar novos deslizamentos. É o que afirmou o secretário estadual de Defesa Civil e Comandante Geral do Corpo de Bombeiros do Rio, Leandro Monteiro. Em entrevista ao Bom dia, Rio, da TV Globo, o secretário afirmou que as…

As fortes chuvas que voltaram a atingir Petrópolis, região serrana do Rio, podem atrapalhar na busca por vítimas e causar novos deslizamentos. É o que afirmou o secretário estadual de Defesa Civil e Comandante Geral do Corpo de Bombeiros do Rio, Leandro Monteiro.

Em entrevista ao Bom dia, Rio, da TV Globo, o secretário afirmou que as buscas foram interrompidas na noite de quinta-feira (17/2), mas que retomaram retomadas gradativamente na manhã desta sexta-feira (18/2).

“As chuvas preocupam muito. Infelizmente tive que determinar a suspensão da operação ontem à noite, a sirene disparou três vezes, choveu muito, cerca de 70 milímetros nas últimas 24 horas”, disse o Comandante.

Com a chuva contínua, o Corpo de Bombeiros teme que novos deslizamentos possam acontecer ao longo do dia:

“Existe muito risco de deslizamento e nós temos que preservar as pessoas que resistem a sair de suas residências e também os próprios militares que vem trabalhando há três dias”, reforçou Leandro.

As equipes da Defesa Civil contabilizam 553 ocorrências desde a última terça-feira (15/2), dessas 436 são por deslizamentos, 29 alagamentos e 88 avaliações de riscos.

Todas as sirenes do primeiro distrito permaneceram acionadas ao longo da noite, devido aos acumulados pluviométricos das últimas horas e previsão de permanência de chuva para o município. Até o momento, 849 pessoas estão acolhidas nos 19 pontos de apoio da cidade.

“Acreditem nos Bombeiros”

As buscas foram retomadas na manhã desta sexta-feira e cerca de 90 militares estão trabalhando no Morro da Oficina, uma das regiões mais afetadas de Petrópolis.

“Vamos continuar as buscas. Fizemos um trabalho delicado desde o primeiro dia, é um trabalho que precisamos de muito silêncio, tem uma técnica para fazer essa busca de vidas em estruturas colapsadas. A gente pede o auxílio da população para acreditar no Corpo de Bombeiros”, disse Leandro.

Segundo a Polícia Civil, dos 120 corpos que chegaram ao Instituto Médico Legal (IML), 79 são mulheres e 41 homens. Do total, 20 são menores. Até o momento, 70 corpos foram identificados, 36 já estão liberados e dois despojos.

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