O coordenador-geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar, acusou Jair Bolsonaro (PL) e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ontem (20) de estarem tentando “destruir a imagem da Petrobrás com o objetivo de privatizá-la”.
“A ameaça de CPI da Petrobrás é mais uma pauta bomba de Bolsonaro/Lira, direcionada à empresa, com objetivo definido: criar narrativa mentirosa de que a Petrobrás é o problema. Trocas sucessivas de presidente e diretoria da estatal fazem parte da mesma estratégia em busca de destruição da imagem da empresa”, afirmou Bacelar.
A empresa trabalha com preço de paridade de importação (PPI), que reajusta valores de produtos com base na cotação internacional do petróleo, variação cambial e custos de importação, mesmo o Brasil sendo autossuficiente.
De acordo com o integrante da FUP, “o problema não é a Petrobrás”, mas sim “a gestão” da empresa no governo Bolsonaro, “quando a companhia deixou de ter função social para se render aos interesses exclusivos do mercado e dos acionistas, voltados para geração de lucros e dividendos recordes, garantidos pelo PPI”.
Bolsonaro passou a defender a abertura de uma CPI contra a Petrobrás depois que a empresa anunciou um novo reajustes dos combustíveis sexta-feira passada. E não retirou a proposta mesmo com a renúncia do presidente da empresa.
“Se Bolsonaro quisesse, já teria mudado a política danosa do PPI. Ele teve mais de três anos para isso. O PPI não é lei, pode ser abolido com a orientação do Presidente da República, da mesma forma como foi criado em outubro de 2016, no governo Michel Temer”, disse o coordenador da FUP.
Bolsonaro tentou fugir da responsabilidade sobre a política de preços da Petrobrás ao defender uma CPI, mas o governo federal indicou seis dos 11 membros do conselho da empresa.
José Mauro Coelho deixou a presidência da Petrobrás. Fernando Borges, diretor-executivo de Exploração e Produção, será o presidente da empresa até a eleição de Caio Paes de Andrade
Antes de Mauro Coelho, o governo já havia demitido dois antecessores: Roberto Castello Branco e Joaquim Silva e Luna.






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