Petrobras registra lucro líquido menor, de R$ 23,7 bilhões, e distribuição de R$ 13,45 bi para os acionistas  

Segundo a empresa, resultado é principalmente atribuído aos menores volumes de vendas e à redução do preço do petróleo e da margem de diesel

A Petrobras teve lucro líquido de R$ 23,7 bilhões no primeiro trimestre de 2024, com queda de 37,9% na base anual e com recuo de 23,7% na base sequencial.

Segundo a empresa, o resultado é principalmente atribuído aos menores volumes de vendas e à redução do preço do petróleo e da margem de diesel.

O recuo dos números frente ao quarto trimestre de 2023 já era esperado. Apesar do preço do petróleo permanecer em patamares elevados, houve uma baixa considerável, já que os últimos três meses do ano passado foram marcados por alta da commodity, acompanhando o temor com a guerra no Oriente Médio.

Com a divulgação dos resultados financeiros do primeiro trimestre deste ano, a Petrobras anunciou a distribuição de uma nova leva de dividendos aos acionistas. Segundo a empresa, serão distribuídos R$ 13,45 bilhões, o que equivale a R$ 1,04161205 por ação ordinária e preferencial em circulação, como adiantamento da remuneração aos acionistas relativa ao exercício de 2024.

A empresa informou que os dividendos propostos já consideram o valor de ações recompradas no primeiro trimestre deste ano, totalizando R$ 1,1 bilhão, que foi deduzido do montante total da remuneração aos acionistas calculada.

Os bancos estimavam uma distribuição de aproximadamente US$ 3 bilhões (cerca de R$ 15,4 bilhões) aos acionistas, referentes aos resultados registrados entre janeiro e março deste ano.

O pagamento dos dividendos ocorre após uma crise entre a direção da estatal e os membros do conselho de administração, indicados pelo Ministério de Minas e Energia (MME), em relação ao pagamento de recursos extras aos acionistas. Inicialmente, a direção da companhia havia proposto pagar metade dos R$ 43,9 bilhões em dividendos extraordinários referentes ao resultado de 2023. Entretanto, os conselheiros da União rejeitaram a proposta, gerando uma crise interna na estatal.

Após um impasse no governo, com a participação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ficou acordada a distribuição da metade dos dividendos em duas parcelas. A outra metade será distribuída até o fim deste ano. Dessa forma, a proposta original foi novamente endossada pelo Conselho de Administração e aprovada em assembleia de acionistas, realizada no fim de abril.

O governo federal tem direito a 28,67% dos dividendos distribuídos pela estatal.

Com informações de O Globo.

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