Permanência de Bacellar na Presidência da Alerj, mesmo afastado, pode acelerar ação no STF após indiciamento da PF

Parlamentar foi indiciado pela Polícia Federal junto com o deputado TH Joias e mais três pessoas

O afastamento de Rodrigo Bacellar da presidência da Assembleia Legislativa do Rio entrou no cálculo de bastidores sobre o ritmo da ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo fontes do Judiciário, o fato de o parlamentar continuar no cargo de presidente do Legislativo, embora afastado das funções por medida cautelar, deve contribuir para o rápido andamento do processo. Ainda segundo essas mesmas fontes, novos desdobramentos da investigação podem acontecer nos próximos dias.

O pano de fundo é a conclusão de uma investigação da Polícia Federal, que enviou a Moraes, em 28 de janeiro, um relatório no qual indiciou Bacellar e o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias.

 No mesmo documento, a PF relata que o desembargador do TRF-2 Macário Judice Neto não foi indiciado por ter foro privilegiado, mas terá a conduta analisada pela Procuradoria-Geral da República.

Quem foi indiciado e por quais crimes

Além de Bacellar e TH Joias, a PF também indiciou Flávia Judice (mulher de Macário), Jéssica Santos (mulher de TH Joias) e Thárcio Salgado, ex-assessor do ex-deputado.

 Os indiciamentos listam suspeitas de organização criminosa, obstrução de investigação envolvendo organização criminosa e favorecimento pessoal.

O que a PF diz ter encontrado

No relatório, a PF afirma ter reunido material a partir de grampos telefônicos, quebras de sigilo, imagens de câmeras de segurança e dados extraídos de celulares para mapear relações entre os alvos.

 A corporação aponta indícios de tráfico de influência e descreve a existência de um suposto “Estado paralelo” na política e no Judiciário fluminense.

Os investigadores também mencionam o uso de aparelhos anônimos, chamados de “celulares bomba”, e manobras para ocultar movimentações financeiras e vínculos políticos considerados suspeitos.

Documentos encontrados no gabinete de Bacellar, segundo a PF, indicariam pedidos políticos de diferentes parlamentares e conexões com esquemas de desvio de recursos públicos e de manipulação da máquina estatal para fins eleitorais e pessoais.

Próximos passos e a defesa

De acordo com o texto, os achados foram encaminhados ao STF para que Moraes delibere sobre os próximos passos do caso.

À época, a defesa de Bacellar negou irregularidades e afirmou que não haveria elementos probatórios, classificando as acusações como “ilações desamparadas”.

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