O patrimônio declarado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) à Justiça Eleitoral saltou de R$ 36 mil, em 2022, para cerca de R$ 3,8 milhões em 2026, após seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Considerada a correção pela inflação, o crescimento chega a 8.850% no período.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (7) pela Justiça Eleitoral e publicados inicialmente por O Globo. Em valores atualizados pelo índice de inflação, os R$ 36 mil declarados pelo parlamentar quatro anos atrás equivaleriam hoje a aproximadamente R$ 43,5 mil.
A maior parcela do patrimônio apresentado por Nikolas neste ano está concentrada em um imóvel financiado, declarado pelo valor de R$ 2.231.664,61.
Os cerca de R$ 1,6 milhão restantes estão distribuídos entre aplicações financeiras, investimentos, ações e participações empresariais.
De R$ 36 mil a R$ 3,8 milhões
A declaração apresentada em 2026 contrasta com a situação patrimonial informada por Nikolas Ferreira quando disputou pela primeira vez uma vaga na Câmara dos Deputados.
Em 2022, o então vereador de Belo Horizonte declarou possuir R$ 36 mil. Na época, os bens estavam concentrados em depósitos bancários, aplicações de renda fixa e caderneta de poupança.
Considerando a inflação acumulada desde aquela eleição, o patrimônio de 2022 teria hoje valor equivalente a aproximadamente R$ 43,5 mil.
É a partir dessa correção que se chega à evolução patrimonial de aproximadamente 8.850% informada na comparação entre as duas eleições.
No primeiro pleito disputado por Nikolas, antes de chegar à Câmara Municipal de Belo Horizonte, o parlamentar não havia declarado bens à Justiça Eleitoral.
Imóvel representa maior parte dos bens
A principal mudança na composição patrimonial do deputado está na aquisição de um imóvel financiado.
O bem foi declarado neste ano pelo valor de R$ 2,23 milhões e, sozinho, corresponde a mais da metade do patrimônio apresentado à Justiça Eleitoral.
Além do imóvel, Nikolas informou possuir aproximadamente R$ 1,6 milhão distribuído entre diferentes modalidades de investimentos e ativos financeiros, incluindo aplicações, ações e participações empresariais.
As declarações de bens apresentadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral são públicas e integram o processo de registro das candidaturas.
Os valores correspondem ao que é informado pelos próprios candidatos e não significam necessariamente patrimônio disponível em dinheiro. No caso de imóveis financiados, por exemplo, existem obrigações financeiras vinculadas à aquisição do bem.
Crescimento ocorreu durante primeiro mandato
Nikolas Ferreira chegou à Câmara dos Deputados em 2023 depois de obter 1,47 milhão de votos nas eleições de 2022, tornando-se o deputado federal mais votado do país naquele pleito.
Antes de Brasília, havia sido eleito vereador de Belo Horizonte em 2020, então filiado ao PRTB. Posteriormente, ingressou no PL e ganhou projeção nacional entre os principais nomes do campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A evolução patrimonial revelada pela declaração eleitoral ocorre, portanto, durante o período correspondente ao primeiro mandato do parlamentar no Congresso Nacional.
O crescimento dos bens declarados por candidatos voltou ao centro das atenções nesta semana após a abertura dos registros referentes às eleições de 2026.
Entre os candidatos à Presidência, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) declarou patrimônio de R$ 178,7 milhões. Considerada a inflação, o montante representa aumento de 15% sobre os R$ 154,9 milhões registrados em 2022.
Também candidato à Presidência, Renan Santos, do Missão, informou patrimônio de R$ 795 mil.







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