Um passageiro morreu na manhã desta terça-feira (6) após ficar preso entre o trem e a porta de plataforma da Estação Campo Limpo, na Linha 5-Lilás do Metrô de São Paulo. A informação foi divulgada pelo Estadão com confirmação pela concessionária ViaMobilidade, responsável pela operação da linha.
O acidente ocorreu por volta das 8h, no auge do horário de pico, momento em que as plataformas costumam registrar grande concentração de usuários. Segundo a concessionária, a vítima não portava documentos de identificação, o que tem dificultado o contato com familiares. “Neste momento, todos os esforços da concessionária estão concentrados na identificação da vítima e de seus familiares para prestar o suporte necessário”, informou a ViaMobilidade em nota.
Testemunhas relataram cenas de desespero no local. Em entrevista à TV Globo, um passageiro que presenciou o acidente afirmou: “A primeira porta do desembarque fechou e a porta do trem [fechou] junto com o rapaz. O trem passou por cima dele. Todo mundo ficou desesperado, começou a chorar. Ele ficou preso entre as portas”.
A Estação Campo Limpo teve parte da plataforma bloqueada após o incidente. Imagens registradas mostram a movimentação de socorristas e agentes de segurança no local. A operação da linha foi afetada, e usuários enfrentaram atrasos e superlotação.
As portas de plataforma, instaladas para evitar quedas na via e minimizar riscos de acidentes, estão em operação em todas as estações da Linha 5-Lilás desde 2022. A tecnologia também está presente em trechos das Linhas 2-Verde e 4-Amarela, e em fase de implantação na Linha 3-Vermelha.
Este é o primeiro acidente fatal do tipo registrado nas linhas operadas pela ViaMobilidade. No entanto, não é o único incidente envolvendo as portas automáticas em 2025. Em março, uma passageira ficou presa entre a porta da plataforma e a do vagão na Estação Vila Prudente, da Linha 2-Verde. Na ocasião, o Metrô informou que a usuária tentou embarcar após o início do fechamento das portas, mas foi retirada sem ferimentos com ajuda da equipe da estação.
Nas redes sociais, usuários do transporte público expressaram indignação e relataram o caos causado pela superlotação rotineira nas linhas metroviárias, especialmente nos horários de pico. “A gente já entra espremido, agora tem que ter medo de morrer também”, escreveu uma internauta.
O caso está sendo investigado. A Secretaria de Transportes Metropolitanos informou que solicitou à ViaMobilidade o envio das imagens de segurança e um relatório técnico completo do ocorrido.





