O ex-policial civil Edson Batista da Silva Coelho, 69 anos, pai do vereador e vice-presidente da Câmara Municipal, Wllian Coelho (DC), foi preso nesta segunda-feira (14). Edson fora condenado a 13 anos e seis meses de prisão por tráfico internacional de armas e cumpriu quase 4 anos da pena. Ele se apresentou na 43ª DP (Guaratiba), após o juiz Cariel Bezerra Patriota revogar em 2024 sua liberdade condicional.
Em 2022, interceptações telefônicas revelaram suposta ligação do vereador com uma quadrilha especializada no desvio de cargas, incluindo trilhos do MetrôRio. As informações constam em investigação conduzida pela Polícia Civil e o Ministério Público do Rio (MPRJ).
Na ocasião, cinco pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa foram presas. Helter Pereira, um deles, questionou em mensagens interceptadas outro investigado, Marcus Vinícius Lima de Souza, sobre quanto ele teria “perdido” para o vereador no dia anterior.
Envolvimento do pai do vereador
Durante a operação, Edson foi detido em flagrante com uma pistola de numeração raspada em casa. Após pagar fiança de R$ 6 mil, foi liberado. Ele também foi alvo de mandado de busca e apreensão.
De acordo com os investigadores, pai e filho atuariam como intermediários na venda de cargas desviadas. As provas obtidas levaram à antecipação da operação para evitar um furto de trilhos do metrô, que supostamente seriam levados para São Paulo.
“Tivemos que correr com a operação para evitar que os trilhos do metrô do Rio fossem furtados e transportados para São Paulo”, afirmou o promotor Rogério Sá.
Fraudes e apoio de policiais civis
Segundo a Polícia Civil, o grupo teria movimentado mais de R$ 1,1 milhão em cargas de alto valor, como ferro, aço e resina. A quadrilha contava com o apoio de caminhoneiros e até de policiais civis de São Paulo, que registravam falsos boletins de ocorrência para acobertar os crimes.
Buscas em gabinete e prefeitura
No mesmo ano, equipes das delegacias de Magé, Petrópolis e do Gaeco cumpriram mandados de busca na residência do vereador em Sepetiba e em seu gabinete na Câmara Municipal do Rio, onde foi apreendido um computador. Agentes também estiveram na sede da Prefeitura do Rio, onde Willian Coelho atuava como secretário municipal de Ciência e Tecnologia.
A prefeitura negou qualquer relação entre a atuação de Coelho na gestão pública e os fatos investigados.
Coelho está em seu quarto mandato, já atuou como 2º secretário da Mesa Diretora.
Agenda do Poder procurou o parlamentar, mas ainda não obteve resposta. O espaço está aberto para manifestação.






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