O presidente da Câmara de Vereadores, Carlo Caiado, esteve com a ministra da Saúde, Nísia Trindade, a fim de cobrar solução para o drama de milhares de cariocas e fluminenses, diagnosticados com câncer, que estão sem atendimento nos hospitais federais do Rio.
Levantamento da secretaria municipal de Saúde mostra que o número de atendimentos caiu em 86% nos últimos 12 meses. Atualmente, há cerca de 700 pacientes com câncer internados em Upas e outras unidades da rede municipal – nas quais não há tratamento de alta complexidade – aguardando transferência para a rede federal.
– As pessoas estão morrendo sem atendimento. A ministra infelizmente não nos respondeu absolutamente nada que nos convencesse. Ela disse que está em estudos, que vai trabalhar com a Ebserh, com a Fiocruz com o grupo Conceição. O paciente não quer saber. A situação é dramática – relata Paulo Pinheiro, presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal do Rio e um dos mais preparados especialistas em saúde pública na cidade.
Numa iniciativa louvável, Caiado resolveu chamar para si a cobrança de soluções efetivas junto ao Ministério da Saúde, que responde pela gestão dos hospitais federais. Confrontada com o quadro dramático, Nísia Trindade prometeu enviar para a Câmara do Rio um relatório sobre as medidas em implantação para resolver o problema. Não apresentou nenhuma medida efetiva.
O secretário de saúde do Rio, Daniel Soranz, também participou do encontrou e sugeriu a utilização da Fundação Rio Saúde como instrumento para o governo federal contratar pessoal para aumentar a capacidade de atendimento das unidades federais. Nisia Trindade falou sobre a contratação de 500 profissionais pela Ebeserh (Empresa Brasileira de Hospitais). Diante da carência de 10 mil técnicos, o número é irrisório e pouco altera o atual quadro desalentador das unidades federais fluminenses.
No encontro, Soranz teria admitido a possibilidade de a prefeitura assumir a gestão dos hospitais federais, desde que houvesse recursos do governo federal. Procurado, ele nega que este tenha sido o objetivo da reunião, mas sim encontrar saída urgente para a crise.
Nesta quarta-feira, o deputado federal Lindbergh Farias afirmou que vai procurar informações sobre a situação junto ao Ministério da Saúde para tentar também contribuir para encontrar saídas para o drama dos pacientes sem atendimento.





