A jovem de 24 anos que denunciou ter sido dopada e estuprada por um técnico de enfermagem enquanto aguardava cirurgia no Hospital Estadual Getúlio Vargas, na Penha, Zona Norte do Rio, foi transferida para o Hospital Naval Marcílio Dias, em Lins de Vasconcelos. A informação foi publicada nesta segunda-feira (19) pelo jornal O Globo, com base em comunicado oficial da unidade militar, que confirmou que a paciente segue “sob cuidados de equipe multidisciplinar”.
A nova unidade de saúde informou ainda que, por respeito à privacidade da vítima, não serão divulgados detalhes sobre seu estado clínico. A transferência ocorreu após a denúncia registrada na 22ª Delegacia de Polícia (Penha) na última quinta-feira. A paciente estava internada há cerca de dez dias em razão de um acidente de trânsito e aguardava cirurgia no joelho e tornozelo quando, segundo relatou, foi violentada.
O relato, obtido por O Globo, aponta que o técnico de enfermagem teria introduzido o dedo nas partes íntimas da paciente, se masturbado na frente dela e a forçado a praticar sexo oral enquanto ela estava sob efeito de medicamentos. Após o abuso, a jovem conseguiu guardar material genético do agressor em um copo e pediu ajuda a uma acompanhante de leito. A enfermeira acionada recolheu o material e o armazenou em uma garrafa com água mineral.
Assistentes sociais foram chamados e a Polícia Militar chegou pouco depois ao hospital, onde prendeu o técnico de enfermagem em flagrante. Na delegacia, ele permaneceu em silêncio e se recusou a fornecer material biológico para exames. Ainda assim, foi autuado por estupro de vulnerável e conduzido ao sistema prisional.
A vítima, por sua vez, colaborou com as investigações e forneceu espontaneamente amostras de sangue e urina para a realização de exames toxicológicos. A Polícia Civil informou que o inquérito segue em andamento para esclarecer os detalhes do crime.
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde afirmou que o acusado era funcionário terceirizado da Fundação Saúde e que foi desligado imediatamente após o ocorrido. O caso provocou forte repercussão e reforçou o debate sobre segurança e protocolos de proteção a pacientes em unidades hospitalares.
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