Pacheco anuncia retirada das grades que protegem Câmara e Senado: ‘Esta casa é aberta aos mais de 200 milhões de brasileiros’

Durante seu discurso no evento Democracia Inabalada, realizado hoje (8), em Brasília, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou a retirada das grades que protegem os prédios da Câmara dos Deputados e do Senado. Ele disse que “os inimigos da democracia”, mesmo sem representar a vontade popular, “recorrem à desordem e ao vandalismo para simular…

Durante seu discurso no evento Democracia Inabalada, realizado hoje (8), em Brasília, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), anunciou a retirada das grades que protegem os prédios da Câmara dos Deputados e do Senado. Ele disse que “os inimigos da democracia”, mesmo sem representar a vontade popular, “recorrem à desordem e ao vandalismo para simular uma força que não possuem”.

— É chegada a hora, em 8 de janeiro de 2024, um ano depois desta tragédia democrática do Brasil, abrir o Congresso para o povo brasileiro. Retirar essas grades para que todos tenham a compreensão de que essa é a casa deles, é a casa do povo, onde as decisões devem ser tomadas para o rumo do Brasil. Esta casa é aberta a todos os mais de 200 milhões de brasileiros.

O discurso de Pacheco acabou sendo o único a simbolizar o Congresso, durante o evento. Inicialmente confirmado no evento, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não pode comparecer por problemas de saúde na família.

— Este não é um ato político, tampouco de força. Este não é um ato meramente simbólico. Este é um momento para reafirmarmos a força da democracia e o nosso compromisso com os valores democráticos. Os inimigos da democracia, que não representam a vontade popular, recorrem à desinformação, à desordem, ao vandalismo, para simular a força que não possuem. Os inimigos da democracia disseminam ódio para enganar e recrutar uma parcela da sociedade. Os inimigos da democracia usam um falso discurso político para ascender ao poder, para nele se manter de maneira ilegítima e para dissimular suas reais intenções — afirmou o parlamentar.

Pacheco também criticou as contestações ao resultado das últimas eleições e valorizou a possibilidade de alternância do poder:

— Desqualificar e desacreditar o processo eleitoral não ofende apenas as instituições republicanas, mas ofende também – e de forma ainda mais grave – o povo brasileiro. Sob premissas falsas, os golpistas desejavam invalidar o resultado das urnas. Para além dos prejuízos materiais, para além das depredações e da violência praticadas, a turba de criminosos que invadiu estas mesmas dependências desrespeitou a vontade popular manifestada pelo voto. Isso é absolutamente inaceitável. A lógica da democracia representativa é esta: ao fim das eleições, aqueles que obtiverem mais votos exercerão o poder delegado pelo povo. Exercerão temporariamente o poder, diga-se de passagem. Nas eleições seguintes, o resultado poderá ser diferente. Eis outro conceito muito caro à democracia e que demonstra sua vitalidade: a real possibilidade de alternância de poder — disse.

Em um dos principais momentos do seu pronunciamento, Pacheco disse que o Congresso seguirá como um “esteio da democracia” e que atos de cunho golpista “não serão tolerados”.

— De modo específico, afirmou que o Congresso Nacional é esteio seguro da democracia. Estaremos sempre abertos ao debate, ao pluralismo e ao dissenso, mas nunca toleraremos a violência, o golpismo e o desrespeito à vontade do povo brasileiro — completou.

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), cancelou a sua participação. A assessoria do político informou que ele seguirá em Alagoas devido a problemas de saúde na família.

Lira deveria discursar no ato e compor a mesa de honra ao lado de autoridades como o próprio Pacheco (PSD-MG), e do presidente Lula. Cerca de 500 convidados participaram do evento no Congresso, incluindo ministros do governo, ministros do STF, parlamentares, governadores e outras autoridades.

Com informações de O Globo.

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