Pacheco afirma que adotará postura cautelosa ao analisar no Senado projeto que proíbe delação premiada de quem está preso

Presidente do Senado ressaltou necessidade de evitar legislar sobre questões penais de maneira emocional ou circunstancial, enfatizando importância de razoabilidade, prudência e sistematização

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou nesta quinta-feira (13) que adotará uma postura cautelosa em relação ao projeto que propõe a proibição da delação premiada por parte de presos, que está sendo discutido com celeridade na Câmara dos Deputados.

Ele destacou a importância de abordar questões relacionadas ao direito penal com muita cautela, especialmente considerando os debates em curso no Senado Federal sobre a atualização do Código Penal.

Pacheco ressaltou a necessidade de evitar legislar sobre questões penais de maneira emocional ou circunstancial, enfatizando a importância da razoabilidade, prudência e sistematização.

Na quarta-feira, a Câmara dos Deputados aprovou um requerimento de urgência para o projeto que veda a delação premiada de investigados, réus ou condenados que estejam detidos. Apresentado há oito anos, o texto foi retomado na semana passada e votado em menos de dez minutos, sob a condução do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Durante a votação, não houve discursos contrários no plenário, exceto pela orientação contrária do Partido Novo. A votação foi simbólica, sem a contabilização dos votos, embora parlamentares do PSol, PCdoB, PT e PSB tenham registrado posicionamento contrário após o encerramento da votação. A previsão é que o mérito do texto seja votado na próxima semana.

O projeto apresentado pelo deputado Luciano Amaral (PV-AL), que tem acompanhado pautas bolsonaristas, foi unido a uma proposta semelhante de 2016 do deputado Wadih Damous (PT), propõe que as delações sejam voluntárias e sem a privação da liberdade dos colaboradores. Além disso, estabelece que terceiros implicados pelas delações tenham direito de contestar o acordo.

Luciano Amaral defende que a proposta não seja usada para anular delações já homologadas, posição compartilhada por especialistas. No entanto, na Câmara dos Deputados, há uma interpretação de que tanto o texto de Amaral quanto o de Damous poderiam ser aplicados para anular a colaboração do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Mauro Cid, o que poderia beneficiar o ex-presidente em diversos casos.

Com informações de O Globo.  

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