Roberto Jeferson já havia provocado uma grave crise institucional quando, incensado pela imprensa, quase levou o Brasil a um golpe de estado com a mal contada farsa do mensalão. Agora, depois de permanecer por longo tempo recolhido ao esgoto da política brasileira, volta a pregar, mais do que o golpe, ações armadas contra autoridades legítimas, tendo sido necessariamente detido para responder pelo crime de atentar contra a democracia.
No seu rastro, saem da mesma lama em que tal tipo de indivíduo chafurda figuras igualmente desqualificadas e perigosas, como o ex-cantor Sérgio Reis e o autodenominado jornalista Oswaldo Eustáquio, ladeado pela já desmoralizada, e já detida, Sara Winter. Todos defendem o mesmo absurdo: a extinção do regime democrático e a entrega do poder absoluto a Bolsonaro.
Bolsonaro avisa que levará ao Senado, talvez a pé e ladeado de ministros, os pedidos de impeachment de dois ministros do STF. Excitou com isto os seus mais fanáticos asseclas.
Sérgio Reis e Eustáquio se manifestaram neste domingo, em suas contas nas redes sociais, em defesa da cassação e até mesmo da prisão de ministros do STF. Embora certamente não liderem ninguém, fazem barulho e ameaçam parar o país e ocupar Brasília caso o Senado se recuse a aprovar o impeachment de Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso, desejo que, em boa hora, o presidente da Casa, Rodrigo Pacheco, tratou de avisar que não pode e não vai atender.
Pouco importa a irrelevância dos três personagens – o ex-deputado escatológico, o ex-cantor fanatizado pelo bolsonarismo e o ex-jornalista que já liderou comandou disparos de fake news contra a democracia. Seus ataques às instituições não podem ser ignorados por quem tem o dever de fazer cumprir a lei e a Constituição. Assim como Jefferson, Sérgio Reis e Eustáquio estão cometendo crimes.
As forças democráticas do país, as instituições que ainda se esforçam por manter a integridade e a estabilidade institucional, não podem silenciar diante das ameaças que não representam outra coisa além de uma tentativa de convulsionar o país, inviabilizar as eleições do ano que vem e, na prática, cometer um golpe de estado. Mais um!
A democracia está em risco e precisa ser protegida daqueles que pretendem usá-la para promover sua destruição.






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