Oruam tem habeas corpus negado e seguirá preso em Bangu

Justiça do Rio mantém Oruam, filho de Marcinho VP, preso no Complexo de Gericinó, alegando gravidade dos crimes e risco à ordem pública; defesa alegou ilegalidade na prisão, mas pedido foi rejeitado

A Justiça do Rio de Janeiro decidiu manter preso o rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido como Oruam, acusado de tentativa de homicídio contra dois policiais civis e associação com facção criminosa. Filho de Marcinho VP, o cantor está detido desde o dia 31 de julho no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio. A decisão de negar o habeas corpus foi tomada pela desembargadora Marcia Perrini Bodart, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado.

Segundo a magistrada, os crimes atribuídos a Oruam têm “gravidade extrema”, o que inviabiliza a substituição da prisão por medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica. Em sua decisão, ela destacou a “conduta reiterada” do acusado, citando inclusive ameaças e desafios a agentes públicos feitos tanto pessoalmente quanto nas redes sociais.

Acusações e imagens comprometedoras

O processo criminal que envolve o artista aponta que ele teria atacado um carro da Polícia Civil com pedras e socos durante uma tentativa de abordagem em sua casa, no bairro do Joá. As vítimas seriam o delegado Moyses Santana Gomes e o oficial Alexandre Alves Ferraz. Imagens divulgadas pela corporação mostram o momento em que Oruam agride o veículo.

No pedido de habeas corpus, a defesa do cantor alegou ilegalidade na prisão e argumentou que a medida seria desnecessária, solicitando alternativas legais como medidas cautelares. No entanto, a relatora do caso não identificou constrangimento ilegal e rejeitou o recurso de forma liminar.

Magistrada cita risco à ordem pública

Para a desembargadora, a manutenção da prisão é necessária para garantir a ordem pública. Em sua decisão, ela reproduziu trechos da juíza Tula Corrêa de Mello, da 3ª Vara Criminal da Capital, que já havia apontado o comportamento de Oruam como uma ameaça à atuação das forças de segurança.

“A postura audaciosa de Mauro, vulgo ‘Oruam’, incluindo desacato e ameaças aos agentes das forças policiais não se deu somente pelas redes sociais, mas também pessoalmente (…) sendo extremamente grave e dela se denota que em futuras ocasiões atuará da mesma forma”, afirmou Bodart.

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