Rodrigo Vilela
A CPI do Crime Organizado nasce com um nome do Rio em seu protagonismo: Flávio Bolsonaro, único senador fluminense indicado para o colegiado até o momento, é o nome pinçado para concorrer à presidência do colegiado. A CPI será instalada hoje no Senado. Flávio já é o presidente da Comissão de Segurança da Casa.
A oposição pretende usar o colegiado para intensificar o debate sobre segurança pública, tema que historicamente favorece setores da direita e ganhou novo impulso com o aumento da popularidade do governador Cláudio Castro (PL-RJ) após a megaoperação policial no Rio de Janeiro. Pesquisas recentes reforçam a força do discurso: levantamento Genial/Quaest mostrou que 64% dos fluminenses aprovaram a ação contra o Comando Vermelho.
O grupo de oposição será liderado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do mesmo partido de Castro, que pretende capitalizar o tema e associar a pauta da segurança ao campo bolsonarista.
Além da composição adversa, assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva avaliam que declarações recentes do chefe do Executivo sobre segurança pública podem servir de munição para a oposição. Em eventos públicos, Lula afirmou que “há jovens pobres que entram para o tráfico como vítimas do sistema” e defendeu a necessidade de “combater o crime sem demonizar o povo das periferias”.






Deixe um comentário