A Prefeitura do Rio aplicou 160 multas a barraqueiros legalizados durante o primeiro mês da Operação Verão, ação conjunta da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) e da Guarda Municipal iniciada no dia 5 do mês passado. As fiscalizações miram o ordenamento urbano, o combate ao comércio irregular e o controle do trânsito em áreas de grande movimentação, como praias e parques.
Ao todo, 980 barraqueiros regularizados foram vistoriados no período. Só neste fim de semana, as equipes realizaram 190 fiscalizações e aplicaram 31 autuações.
Foco nas praias e combate ao comércio irregular
As ações da última semana tiveram como prioridade a repressão a ambulantes ilegais que vendiam bebidas destiladas na areia e no calçadão. Nos últimos três dias, 401 garrafas foram apreendidas, muitas delas identificadas com o auxílio de drones usados pelas equipes de fiscalização.
A Coordenadoria de Controle Urbano (CCU) também recolheu cadeiras, mesas, churrasqueiras, isopores e carrocinhas utilizadas por ambulantes sem licença. Segundo a Seop, o trabalho é reforçado por 21 câmeras de longo alcance instaladas pelo Centro de Operações e Resiliência.
Fiscalização estendida a áreas públicas e trânsito
A Operação Verão inclui ainda o apoio da Coordenadoria de Ações Territoriais Integradas (CATI), que abordou 8.143 pessoas em situação de rua nas orlas da cidade, com 213 acolhimentos realizados. No mesmo período, foram apreendidos 601 objetos perfurocortantes, oito simulacros de arma de fogo e entorpecentes.
A Guarda Municipal registrou mais de 30 mil multas de trânsito desde o início da operação e distribuiu 2.848 pulseiras de identificação para crianças em praias e parques — medida que possibilitou mais de 20 reencontros entre pais e filhos.
A Operação Verão abrange as orlas das zonas Sul e Sudoeste, além da Ilha do Governador, Paquetá e parques como Madureira, Deodoro, Realengo, Pavuna e o Parque Olímpico. A ação envolve, além da Seop e da Guarda Municipal, órgãos como a CET-Rio e a Secretaria Municipal de Transportes. “Flanelinhas, ambulantes não legalizados e depósitos clandestinos estão entre os principais focos”, disse o secretário de Ordem Pública, Marcus Belchior.
Ações contra metanol
As fiscalizações contra o comércio irregular de bebidas endureceram no início deste mês na esteira dos casos de intoxicação por metanol em diferentes estados do país. A prefeitura fez vistoria em vários estabelecimentos de produtores em vários bairros da cidade, interditando pelo menos quatro e apreendendo bebidas sem rótulo e fora dos padrões sanitários.
Neste fim de semana, a Polícia Civil cumpriu mais de 20 mandados de apreensão para combater a fabricação e a venda de bebidas alcoólicas adulteradas e impróprias para o consumo. Segundo a corporação, milhares de garrafas com suspeita de falsificação foram apreendidas e passarão por análise. Duas pessoas chegaram a ser autuadas.
O metanol é um álcool de uso industrial, encontrado em solventes e combustíveis, altamente tóxico quando ingerido,podendo causar cegueira, insuficiência renal e até morte. A contaminação ocorre de forma silenciosa, geralmente por meio de bebidas adulteradas que misturam o metanol ao etanol para baratear a produção. Como os dois são parecidos em cheiro e aparência, a fraude costuma passar despercebida pelo consumidor.
A orientação do Ministério da Saúde é que qualquer pessoa com sintomas — que incluem visão turva, náuseas, vômitos e dores abdominais — procure imediatamente um serviço de emergência. O atendimento rápido é essencial para reduzir complicações e aumentar as chances de recuperação.






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