A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (19), uma operação para desarticular uma quadrilha acusada de praticar extorsões contra comerciantes no Sul Fluminense. A ação, coordenada por agentes da 93ª DP (Volta Redonda), com apoio da 6ª Corregedoria Regional de Polícia (CRP) e da 5ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), resultou na prisão de três suspeitos, entre eles um policial civil. Dois outros investigados continuam foragidos, incluindo um policial militar.
Segundo as investigações, o grupo utilizava fardas, distintivos falsos, simulacro de fuzil e até uma viatura descaracterizada da Polícia Civil para se passar por autoridades. O objetivo era intimidar vítimas durante abordagens fraudulentas, exigindo dinheiro mediante ameaças. Entre os cinco alvos da operação, dois são ligados às forças de segurança: um policial militar e um inspetor da Polícia Civil.
Um dos episódios descritos na decisão judicial narra que os suspeitos, armados, abordaram uma das vítimas sob a justificativa de uma ação policial. Após constatarem que a substância encontrada com a pessoa não era droga, passaram a extorquir dinheiro. A vítima foi levada a diferentes pontos da cidade de Volta Redonda e depois a uma estrada de terra em Barra do Piraí. Um amigo chamado para pagar a suposta liberação também foi feito refém. O grupo chegou a se apropriar do carro da vítima e ameaçou vendê-lo caso não fosse paga uma quantia em dinheiro.
A investigação aponta ainda que os criminosos alegavam agir com respaldo de autoridades policiais e do Ministério Público. Segundo a representação da autoridade policial, o inspetor usava uma viatura oficial em algumas ações, embora a Polícia Civil afirme que os veículos eram descaracterizados.
A Justiça decretou a prisão temporária dos envolvidos, determinou a suspensão do exercício das funções públicas dos agentes e autorizou a quebra de sigilos dos dados armazenados em celulares e outros dispositivos eletrônicos dos suspeitos.
Em nota, a Polícia Civil informou que iniciou as investigações a partir de denúncias e reiterou que não tolera desvios de conduta. Já a Polícia Militar afirmou que a Corregedoria Geral da corporação abrirá procedimento apuratório para avaliar a permanência do policial militar nos quadros da SEPM. “O comando da corporação reitera que não compactua com cometimento de excessos e crimes realizados por seus entes, punindo com rigor os envolvidos quando constatados os fatos.”
Com informações do Extra.





