A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira a “Operação União Póstuma”, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada em crimes e fraudes contra a Previdência Social. Segundo a PF, os golpistas forjavam casamentos com mortos para receber a pensão. As investigações indicam um desvio aproximado de R$ 21 milhões e um prejuízo evitado de cerca de R$ 110 milhões, com a suspensão de benefícios irregulares.
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Cerca de 80 agentes cumprem 31 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara Federal de São João de Meriti, nas residências dos alvos, em Nova Iguaçu, Duque de Caxias, Belford Roxo, Japeri e Mesquita, na Baixada Fluminense; em Olaria, Magalhães Bastos e Anchieta, na capital; e na Agência da Previdência Social em Japeri. Além disso, a Justiça também decretou medidas cautelares como afastamento das funções públicas, arresto de bens e suspensão de benefícios.
De acordo com a investigação, um grupo falsificava documentos públicos e particulares, bem como selos e sinais de autenticação cartoriais, que eram usados em requerimentos de benefícios previdenciários e assistenciais, em especial pensões por morte.
“Para a obtenção do benefício, os investigados forjavam, com os citados documentos falsos, relações conjugais inexistentes entre o segurado(a) previdenciário falecido que não deixou dependente válido e um suposto companheiro(a). Para isso, os criminosos contavam com a participação ativa de servidores do INSS, que criavam as tarefas e movimentavam os sistemas informatizados da Previdência Social, ainda que não houvesse o comparecimento dos segurados às agências da Previdência Social”, disse a PF.






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