A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (7/5) a Operação DeLorean, voltada ao desmantelamento de um esquema de fraudes em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que operava no Distrito Federal desde 2014. A ação foi realizada em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária do Ministério da Previdência. De acordo com reportagem publicada pelo Correio Braziliense, o prejuízo aos cofres públicos já soma R$ 56,6 milhões, com risco de ultrapassar os R$ 200 milhões caso os benefícios irregulares não sejam interrompidos.
A investigação revelou a existência de uma rede articulada que utilizava vínculos empregatícios fictícios e documentos falsificados para burlar o sistema previdenciário e garantir a concessão de aposentadorias indevidas. Segundo a PF, entre os anos de 2014 e 2023, os envolvidos transmitiam GFIPs (Guias de Recolhimento do FGTS e de Informações à Previdência Social) de forma extemporânea, por meio de empresas ligadas a contadores que agora são alvos da operação.
No total, foram identificados 232 benefícios irregulares, todos concedidos com base em informações forjadas. A operação mobilizou agentes para o cumprimento de 17 mandados de busca e apreensão em endereços localizados no Distrito Federal. Além disso, a Justiça determinou o bloqueio de bens dos investigados e a imediata revisão dos benefícios concedidos de forma fraudulenta.
De acordo com a Polícia Federal, o esquema apresentava alto grau de sofisticação e indicativos de participação de profissionais especializados em contabilidade e recursos humanos, o que teria facilitado o acesso e manipulação dos sistemas oficiais de registro trabalhista e previdenciário.
O nome da operação — DeLorean — faz referência ao carro do filme “De Volta para o Futuro”, em alusão à manipulação de datas e vínculos empregatícios forjados para simular o tempo de contribuição exigido para a aposentadoria.
As investigações continuam em andamento, e os envolvidos poderão responder por crimes como estelionato majorado, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informação e associação criminosa.





