OMS alerta para novos casos de hantavírus em cruzeiro

Três passageiros morreram após infecção durante viagem pelo Atlântico; autoridades monitoram contatos em diversos países

A Organização Mundial da Saúde alertou, nesta quinta-feira (7), para a possibilidade de surgirem novos casos de hantavírus relacionados ao surto registrado em um cruzeiro pelo Atlântico. Até o momento, três passageiros morreram em decorrência da doença.

Segundo a OMS, oito casos foram notificados até agora, sendo cinco confirmados e três suspeitos. As infecções estão associadas à cepa Andes do hantavírus, considerada a única conhecida com potencial de transmissão entre humanos.

O surto foi identificado no navio MV Hondius, que se tornou alvo de um alerta sanitário internacional. A embarcação segue em direção a Tenerife, nas Ilhas Canárias, na Espanha, onde cerca de 150 passageiros e tripulantes deverão ser desembarcados a partir de segunda-feira (11).

Possíveis novos registros

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que o período de incubação da cepa Andes pode chegar a seis semanas, o que mantém a possibilidade de novos registros da doença nas próximas semanas.

Apesar do alerta, a OMS destacou que o risco de disseminação em larga escala é considerado baixo. A responsável pela área de prevenção e preparação para epidemias da entidade, Maria Van Kerkhove, afirmou que o surto “não é o começo de uma pandemia”.

O hantavírus não possui vacina nem tratamento específico. A doença pode ser contraída principalmente pelo contato com roedores contaminados e pode provocar uma síndrome respiratória grave.

Passageiros rastreados

As vítimas fatais são um casal holandês e uma mulher alemã. Segundo as autoridades sanitárias, o primeiro passageiro que morreu já apresentava sintomas poucos dias após o início da viagem, indicando que o contágio provavelmente ocorreu antes do embarque.

O cruzeiro partiu de Ushuaia no dia 1º de abril com destino a Cabo Verde. Antes da viagem, parte dos passageiros passou por países da América do Sul, incluindo Chile, Uruguai e Argentina.

Atualmente, passageiros seguem hospitalizados ou sob monitoramento médico em países como Países Baixos, Suíça, Alemanha e África do Sul.

As autoridades também rastreiam cerca de 30 passageiros que desembarcaram durante uma parada na ilha de Santa Helena, entre os dias 22 e 24 de abril, para identificar possíveis novos casos e monitorar contatos próximos.

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