OAB-RJ pede ao CNJ que custas judiciais praticadas pelo TJ-RJ sejam reduzidas

Seccional afirma que valores elevados violam direito à Justiça e evidenciam ‘sanha arrecadatória’ do Poder Judiciário Estadual

A OABRJ protocolou, nesta quarta-feira, dia 17, um pedido de providências à Presidência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que visa à invalidação dos aumentos nas custas judiciais estabelecidas pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), nas tabelas anexas à Lei 9.507/2021.

No documento, a Ordem classifica como abusivo o reajuste estabelecido pelo tribunal e afirma que o aumento dos valores representam uma evidente violação do direito do jurisdicionado ao acesso à Justiça previsto no artigo 5º da Constituição Federal, além de evidenciarem “a sanha arrecadatória” do Poder Judiciário Estadual.

“Os valores cobrados são proibitivos e isso tem impedido pessoas de ter acesso à Justiça”, afirma Luciano. 

No Rio de Janeiro, as custas de apelação subiram de R$ 65,52 em 2012 para R$ 927,97. O estado cobra R$ 1.019 por um agravo, enquanto no Distrito Federal o mesmo agravo custa R$ 42,16. 

Para Basilio, é preciso que tenhamos custas compatíveis com a capacidade de pagamento daqueles que precisam do Poder Judiciário. 

“Quem pretende buscar soluções na Justiça não pode encontrar nesses valores um obstáculo que dificulte o exercício da própria cidadania. A OAB reafirma o compromisso fundamental com os direitos da população. Não mediremos esforços para garantir que a Justiça seja mais acessível a todos”.

O documento destaca a campanha da OABRJ “A Justiça custa um absurdo”, que apresenta as disparidades nos valores cobrados pelo Judiciário em outros estados; e o abaixo-assinado, que conta — até o momento — com mais de nove mil assinaturas.

O pedido de providências é assinado pelo presidente da OABRJ, Luciano Bandeira, e sua vice, Ana Tereza Basilio, pelo procurador-geral e tesoureiro da Seccional, Fábio Nogueira; pelo presidente da Comissão de Prerrogativas, Rafael Borges; pelo subprocurador-geral da OABRJ, Erlan dos Anjos e pela procuradora Marcelle Castro Alonso.

Com informações da OAB-RJ.

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