A OAB-RJ protocolou nesta sexta-feira reclamação no CNJ sobre a inoperância do sistema de processo eletrônico do Tribunal de Justiça do Rio. Segundo a Ordem , a morosidade frequente do sistema tem trazido sérios danos ao exercício da advocacia e à sociedade em geral.
A iniciativa da OAB-RJ – elaborada em conjunto com os presidentes das 63 subseções – já fez com que o TJ-RJ fosse instado pelo CNJ a prestar esclarecimentos sobre a precariedade de suas soluções tecnológicas.
– Vamos até o fim na luta pelo direito da advocacia de trabalhar. Quando a OAB-RJ se insurge contra as falhas tecnológicas do processo eletrônico do TJRJ, fala por um universo de cerca de 150 mil colegas, que dependem do pleno funcionamento da ferramenta do tribunal para garantir a efetivação dos direitos de outros milhares de cidadãos. Todas essas vidas são afetadas diretamente quando a corte não resolve os entraves tecnológicos – diz o presidente da Seccional, Luciano Bandeira.
De acordo com a OAB, o Portal Legado do TJRJ saiu do ar na noite de terça-feira, dia 26, deixando o Novo Portal de Serviços, lançado em abril do ano passado, como única opção. Até aqui, as duas plataformas eram disponibilizadas simultaneamente.
Para ajudar aqueles que ainda não conseguiram se ambientar no Novo Portal, a Diretoria de Inclusão Digital e Inovações da OABRJ, capitaneada por Maria Luciana Pereira de Souza, promoverá mais uma rodada dos já tradicionais intensivões de treinamento, a partir de segunda-feira, dia 2. Tudo online, ao vivo pela plataforma de videoconferência Webex Meetings, sem necessidade de inscrição: basta o interessado escolher uma turma e acessar a sala de aula, do conforto de casa ou do escritório.
O desligamento repentino da ferramenta da corte estadual, conhecida também como DCP, ocorre oito dias após a OABRJ acionar o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) através de um pedido de providências em reação à instabilidade recorrente no sistema de peticionamento eletrônico do TJ.






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