O novo senador do RJ será Romário, Clarissa Garotinho ou André Ceciliano

* Paulo Baía. Para o senado, no estado do Rio de Janeiro, a campanha está se  afunilando em três nomes: Clarissa Garotinho/União Brasil, Romário/PL e André Ceciliano/PT, embora existam três outros nomes que possuem boas performances nas pesquisas da Quaest, IPEC e Datafolha do final do mês de agosto, que são Alessandro Molon/PSB, Cabo Daciolo/PDT…

* Paulo Baía.

Para o senado, no estado do Rio de Janeiro, a campanha está se  afunilando em três nomes: Clarissa Garotinho/União Brasil, Romário/PL e André Ceciliano/PT, embora existam três outros nomes que possuem boas performances nas pesquisas da Quaest, IPEC e Datafolha do final do mês de agosto, que são Alessandro Molon/PSB, Cabo Daciolo/PDT e Daniel Silveira/PTB.

Porque afirmo que a campanha está afunilando entre Romário, Clarissa Garotinho e André Ceciliano, com Alessandro Molon bem avaliado em  patamares que vão 8% A 17% das citações espontâneas e induzidas, podendo no dia 02 de outubro chegar a  uma votação de 15% dos votos válidos? Molon é o candidato das universidades públicas federais e estaduais, é o candidato das esquerdas, que não são pequenas, das zonas sul, norte e oeste da cidade do Rio de Janeiro, é o candidato de uma esquerda mais intensa, partidária, militante, em todos os demais 91 municípios. Em função disso, tem uma máquina eleitoral espontânea de respeito, de militância, com dificuldades e pouco dinheiro, mas é gente que vai para as ruas e praças voluntariamente, com garra e vontade.

Alessandro Molon está tendo, dentro do seu partido,o PSB – Partido Socialista Brasileiro problemas operacionais e financeiros.

A direção nacional do PSB não conseguiu convencer Molon a desistir de sua candidatura ao senado, tornou público que irá lhe criar problemas, boicotes e dificuldades operacionais de campanha nesses próximos 35 dias que faltam para o primeiro turno.

Alessandro Molon é um professor de carreira, não é um homem rico, como os candidatos do partido Novo. Molon precisa de recursos financeiros do fundo eleitoral e partidário, precisa de dinheiro para montar a produção de seus programas de rádio e televisão.

O PSB, publicamente, diz que Alessandro Molon não terá dinheiro do Fundo Eleitoral nem partidário para sua campanha, diz que a campanha de Alessandro Molon não terá  tempo nos programas de rádios e TVs. Considero isso uma barbaridade contra Alessandro Molon, que tem nome destacado ao longo da história política do estado do Rio de Janeiro nos últimos 25 anos. Um partido socialista/social democrata não pode agir dessa maneira discricionária, aética, imoral, totalitária, contra seu candidato oficial ao senado, referendado em uma convenção aparentemente democrática.

O PSB não pode fazer essa ignomínia contra um companheiro das boas lutas no Rio de Janeiro, a favor do Rio de Janeiro e de sua população.

Alessandro Molon frequenta  a lista de melhor deputado há vários anos seguidos. Isso é simbólico e tem significado de importância.

O que o PSB diz que vai fazer é uma canalhice, que afetará a imagem dos socialistas em toda a federação brasileira, é um “soco no rim direito, seguindo de um cruzado de esquerda na ponta do queijo de Marcelo Freixo, como acontece na luta de boxe clássica, que amo de paixão.

O PSB tirar o tempo de televisão da propaganda obrigatória de rádios e TVs, é classicamente um ato definido como totalitário, de racionalidade fascista com sinal invertido à esquerda. É mais do que discricionário, é um acinte, humilhação para com o correto, brilhante e operoso deputado Alessandro Molon.

Se o PSB não quisesse para valer a campanha de Alessandro Molon para o senado,  deveria ter-lhe negado a legenda. Mas dar legenda e  puxar o tapete é um ato de covardia,  traição, um “encaixotamento”, típico de stalinistas “puro sangue “.

Já Cabo Daciolo tem um outro perfil,  joga o jogo eleitoral para cima , para frente e em festa. Entrou no jogo e já está em segundo lugar nos três institutos citados.  Cabo Daciolo é um pedido, uma exigência das bases trabalhistas e populares do Partido Democrático Trabalhista – PDT. Cabo Daciolo dobrou a direção do partido, que teve que aceitá-lo, pois preferia o professor Ivanir dos Santos. O PDT vai trabalhar com Daciolo exclusivamente para eleger deputados estaduais e federais do PDT. Mesmo sabendo que Cabo Daciolo também está no teto de votos, entre 10% e 18%, a dinâmica da sua campanha é diferente da de Alessandro Molon. Daciolo faz uma campanha com bom humor, com alegria, Cabo Daciolo já está nos programas de televisão esbanjando felicidade, aguerrido, batalhador.

Alexandre Molon está triste e em visível estado pré-depressão, além do estresse do dia-a-dia.

Stalinistas fazem as pessoas sofrerem e perderem a liberdade e a vontade de viver. Ainda bem que Alessandro Molon, além de socialista democrático, é um bom e fiel católico que ama a vida.

Voltemos aos prioritários. Romário foi deputado  federal por um mandato de quatro anos e senador por oito anos no mandato que agora se encerra. Romário recebeu a indiferença e até o desprezo das múltiplas mídias tradicionais e cibernéticas, das forças sociais e políticas clássicas, de centro esquerda e esquerda. E, apesar das calúnias e mentiras sobre Romário, ele foi um dos melhores senadores do Rio de Janeiro de 2015 até o momento atual, em que é vice-presidente do Senador Federal.

Romário teve participação Intensa, como senador, em todos os atos de reerguimento, ressurgimento do Estado do Rio de Janeiro com a crise traumática da saída do governador Luiz Fernando Pezão e a entrada catastrófica de Wilson Witzel. De saída, Romário faz uma dobradinha com Cláudio Castro, com os outros dois senadores do Rio de Janeiro, sobretudo com o jovem senador Carlos Portinho, e ajudaram de maneira importante o Rio de Janeiro a sair da crise. Não totalmente, pois o governo de Jair Bolsonaro colocou mil entraves, barreiras, associadas à pandemia da Covid-19 e à  crise da economia mundial. Mas conseguiram uma perspectiva de saída da crise, um horizonte para o Rio de Janeiro, uma agenda positiva, desenvolvimentista e sustentável para o estado.

Romário participou de maneira ativa de cada ato e movimento, juntamente com a deputada Clarissa Garotinho e com o inegável protagonismo do deputado André Ceciliano, presidente da ALERJ – Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro desde a saída tumultuada de Jorge Picciani.

Estamos vendo para o senado no Rio de Janeiro uma campanha que tem “luz própria”, “vida própria”  e “dinâmica própria” , que é a de Romário, que não depende do PL – Partido Liberal,  mas o PL lhe dará apoio operacional e financiamento dos fundos eleitoral e partidário. Também já tem tempo de televisão e rádio, seus primeiros programas foram ótimos.

Romário na televisão vai  longe e não atingiu um teto de votos, um limitador de velocidade de crescimento.

Romário tem isso, Romário tem essa vocação de vencedor, de campeão, mesmo perdendo. 

Outras duas candidaturas estão no páreo também com possibilidades semelhantes,  não pelo mesmo fenômeno político de Romário, mas por seus intensos trabalhos parlamentares, de gestores públicos e militância social e política: André Ceciliano, ex-prefeito de Paracambi, deputado estadual e presidente bem sucedido da ALERJ e Clarissa Garotinho, militante política e social desde a adolescência, deputada estadual e  federal muito operativa, secretária municipal dinâmica.

André Ceciliano e Clarissa Garotinho possuem enormes possibilidades, mas são escanteados pelos ” formadores de opinião de estilo século 20″ e puristas de plantão, de um mundo idealizado, que não existe nem na ficção.

André Ceciliano e Clarissa Garotinho possuem a mesma energia política de Romário, Rodrigo Pacheco, Simone Tebet, Bruno Covas, Alessandro Molon, Eduardo Paes, Eduardo Leite, Gabriel de Souza, Cabo Daciolo, Washington Quaquá, Júlio Lopes, Marcelo Freixo. Mas são invisibilizados por um jornalismo genérico de cobertura de celebridades, grandes eventos, tragédias ou violência urbana com assassinatos, furtos, roubos, assaltos e outros delitos.

No dia 02 de outubro de 2022 às 20:00 horas, André Ceciliano, Romário ou Clarissa Garotinho será o novo/a senador ou senadora.

* Sociólogo, cientista político, técnico em estatística e professor da UFRJ.

Deixe um comentário

Mais recentes

Descubra mais sobre Agenda do Poder

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continue reading