O desmonte da Fundação Nacional do Índio (Funai) no governo de Jair Bolsonaro (PL) é demonstrado em números: das 39 coordenações regionais do órgão, 21 são chefiadas por militares ou policiais, de acordo com o grupo Indígenas Associados (INA).
Os militares ocupam 17 coordenações regionais; policiais militares chefiam três e um policial federal lidera uma.
Segundo o site Metrópoles, a avaliação do INA é de que tal situação “revela descaso com a gestão da Funai nos estados”. Apenas duas unidades possuem servidores como chefes titulares; 10 dos gestores são substitutos e seis não têm histórico de atuar na administração pública.
Durante o governo Bolsonaro, especificamente entre fevereiro de 2020 e agosto de 2021, foi observado um aumento de 20,2% de indicados sem vínculos com administração pública, ou seja, nomeações políticas.
“Os currículos dos eleitos chamam a atenção pela falta: quase não se notam experiências de atuação com a política indigenista, ou mesmo com cargos de direção em administração pública (…) A falta de perfil adequado dos gestores nomeados muitas vezes implicou mudanças constantes, resultando em prejuízos à execução da política indigenista”, declara o INA.






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