Os candidatos que disputam o segundo turno da eleição à prefeitura de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSOL), participam de debate realizado pela TV Bandeirantes na noite desta segunda-feira.
É a primeira vez que ficam frente a frente na etapa decisiva do pleito, uma vez que Nunes não compareceu ao evento da semana passada feito pelo GLOBO, Valor e rádio CBN. O apagão de energia que deixou mais de dois milhões de pessoas no escuro na região metropolitana da cidade após um temporal na sexta-feira, e ainda afeta 338 mil imóveis, é o principal tema do programa, que é dividido em três blocos e mediado pelo jornalista Eduardo Oinegue
Boulos tem usado o episódio para atacar o atual prefeito, dizendo que Nunes é culpado por não atender aos pedidos de podas de árvores da população. Já o emedebista, que cancelou compromissos de campanha no fim de semana para acompanhar ações da Defesa Civil, tenta se afastar da crise jogando a responsabilidade para a distribuidora de energia, a Enel, e para o governo Lula, uma vez que se trata de concessão federal.
O apagão veio à tona logo na primeira pergunta, feita pelo mediador, e dominou o primeiro bloco do debate. Boulos disse que ele próprio ficou sem luz em sua casa, no Campo Limpo, e atribuiu a culpa ao atual prefeito e à Enel, prometendo revogar o contrato de concessão com a distribuidora.
— São dois grandes responsáveis: a Enel, que presta um serviço horroroso e eu, como prefeito de São Paulo, vou trabalhar para tirar ela daqui. E o Ricardo Nunes, porque não fez o básico, a lição de casa: poda de árvore. E olha que a gente teve um apagão há menos de um ano, e nada foi feito. A cidade está refém dessas duas incompetências: da Enel e do prefeito — disse o deputado, que afirmou que sua eventual gestão deve investir em zeladoria, no uso de satélites para monitorar a saúde das árvores e em melhorias no serviço 156.
Nunes, em sua resposta, disse que “ataque não resolve nada” e jogou a responsabilidade para o colo da Enel e do governo federal, comandado pelo aliado de Boulos, presidente Lula (PT).
— Realmente (o apagão) é algo muito triste, que deixa a gente profundamente magoado. É inaceitável o que essa empresa Enel tem feito com São Paulo. É inaceitável que o governo federal, que detém a concessão, que detém a fiscalização, não tenha feito nada. Eu fui até Brasília pedir a rescisão do contrato. Fui ao presidente do TCU, tive várias reuniões na Aneel. Infelizmente não houve nenhuma ação. Nós não podemos permitir mais a Enel em São Paulo — declarou o emedebista, destacando que sua gestão fez a poda de 620 mil árvores.
O apagão foi o grande tema do primeiro bloco. Nunes usou seu tempo para elencar as ações que tomou contra a Enel, como os processos judiciais que ajuizou contra a empresa, os pedidos que fez ao Ministério de Minas e Energia e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e o projeto que apresentou ao Congresso Nacional para que as prefeituras possam fiscalizar as concessões de energia elétrica. Disse que quer a Enel “fora de São Paulo” e questionou por que Boulos, como deputado federal, não fez nenhum projeto para alterar a lei federal sobre a concessão.
— Eu lamento que você, como deputado, não teve o cuidado sequer de ler o contrato da Enel — afirmou Nunes. — O contrato da Enel diz, na cláusula 10, que a intervenção será determinada pelo presidente da República. O deputado sequer leu o contrato, vem falar agora do Bolsonaro, que nem é mais o presidente. Você acha que a gente que está sofrendo, aquela senhora que está perdendo suas coisas na geladeira, aquele comerciante que está perdendo suas coisas no freezer quer saber do ex-presidente? É por isso que eu pedi desde o ano passado a extinção desse contrato, só quem pode fazer é o governo federal — disse o emedebista.
O psolista, então, perguntou por várias vezes quem é responsável pela poda das árvores e pelos semáforos da cidade, citou a demora para atendimento na central 156 da prefeitura e acusou o prefeito de “fugir da responsabilidade” e lembrou que o presidente da Aneel foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aliado de Nunes. Boulos disse que a poda em São Paulo demora mais de um ano para ser feita, e se dirigiu ao telespectador para questionar o trabalho da atual gestão:
— Ricardo, você gosta de mentir e não fica nem vermelho. Não sei se é a maquiagem que você passou antes do debate. Você assumiu que a responsabilidade de poda é de responsabilidade da prefeitura. Você que está assistindo, está se sentindo satisfeito? A melhor pessoa que pode dar essa resposta é você. Você acha que ele fez o suficiente? Não adianta vir com palavra vazia, são mais de 7 mil podas na fila de espera, demora mais de um ano para que consiga fazer uma poda na cidade de São Paulo. É muita ineficiência, Ricardo. Você foge das responsabilidades, dos problemas — afirmou.
Nunes terminou o primeiro turno na primeira posição, com 29,48% dos votos válidos, só 25 mil a mais que Boulos. De acordo com pesquisa divulgada na quinta-feira pelo Datafolha, o candidato à reeleição tem a preferência de 55% dos eleitores, contra 33% do psolista.
A desvantagem obriga Boulos a ir para o ataque no debate, enquanto permite a Nunes jogar na retranca. O candidato do PSOL tenta atrair os paulistanos “que votaram pela mudança”, com acenanos para o eleitorado de Pablo Marçal (PRTB), Tabata Amaral (PSB) e José Luiz Datena (PSDB). O emebista, por seu turno, preocupa-se mais em manter alta a rejeição do adversário, a quem atribui a pecha de “radical” e “inexperiente”.
Para minimizar as chances de um revés, Nunes defende a redução do número de debates para o segundo turno. A campanha do prefeito disse ter recebido 12 convites, mas quer a realização de apenas três encontros. Boulos afirma que a estratégia “é ruim para a democracia”. O próximo evento entre os candidatos está previsto para quinta-feira, às 10h20. O programa será organizado por RedeTV!, UOL e “Folha de S.Paulo”.
Confronto no palco
O formato do debate desta noite, com cada candidato tendo 12 minutos para administrar como quiser, tornou o confronto entre os adversários mais dinâmico que os de eventos anteriores — que tiveram regras rígidas para tentar frear a escalada da violência entre os debatedores.

Boulos e Nunes puderam circular pelo palco e, em alguns momentos, isso levou a um jogo de pega-pega: ao perguntar, o deputado partia para cima de Nunes, que recuava para o seu púlpito. Só saía de lá para responder, levando o psolista a dar passos atrás. Como o tema de praticamente todo o primeiro bloco foi o apagão na cidade, que tem potencial lesivo para Nunes, o prefeito acabou a maior parte do tempo mais acuado nesse confronto.
No final do primeiro bloco, momento em que Boulos pressionava Nunes a dizer se sua empresa havia recebido um cheque apontado em investigação da Polícia Federal sobre a máfia das creches, o prefeito afirmou que “presta dois mil serviços ao dia” e que o psolista “não sabe muito bem o que é trabalhar” — o que provocou risadas na plateia.
— Quando a gente trabalha e acorda cedo, diferente de você… Todos os recebimentos que eu tive na minha empresa… Nada errado — completou Nunes.
Boulos, ao rebater, desafiou o prefeito a abrir seu sigilo bancário, dizendo-se disposto a fazer o mesmo. Não houve resposta imediata, porque o tempo de Nunes no bloco se esgotou.
— Nesse dia você falar em trabalho, Ricardo? Depois da população de São Paulo ter vivido o que viveu nos últimos três dias, você achar que tem autoridade moral para falar de trabalho? O que você fez? Não fez nada durante três anos e a população está sofrendo agora por isso — afirmou.
— Meu sigilo já é aberto. Eu não tenho absolutamente nada de errado na minha vida, se você quer ser policial, você precisa prestar concurso, porque prefeito você não vai ser não — respondeu Nunes no segundo bloco.
Abraço após provocação
No segundo bloco, Nunes respondia a uma pergunta sobre como reduzir o tempo que o paulistano passa no transporte público. No comentário, Boulos provocou o adversário perguntando por que ele indicou Eduardo Olivatto, ex-cunhado do Marcola, do Primeiro Comando da Capital (PCC), para chefiar o gabinete da Secretaria de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), e desafiou o prefeito a abrir suas contas bancárias.

Nunes então respondeu que “não tem nenhuma investigação” nem foi condenado, diferentemente do psolista, que já foi preso. Neste momento, Boulos se aproximou dele e pigarreou. Então o emedebista perguntou se ele estava bem e chegou a abraçá-lo, em uma das interações mais inusitadas do debate, que gerou risos de aliados de ambos os lados na plateia.
— Eu não tenho nenhuma investigação, nunca fui condenado. Nunca fugi da Justiça, você passou seis anos fugindo do oficial da Justiça… Cê tá bem? — questionou Nunes.
— Eu tô bem e você? — respondeu Boulos, que recebeu um afago de Nunes. Os dois se abraçaram e deram risadas.
Nunes seguiu:
— Você não vai me intimidar, sabe por que? Eu vim da periferia do Parque Santo Antônio, tenho medo de nada, rapaz.
Rachadinha e creches
Para fugir do tema do apagão, Nunes voltou a levantar a questão da referente ao caso da rachadinha do deputado federal André Janones (Avante-MG). Boulos foi membro do Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que deu um parecer favorável ao parlamentar em um processo que acabou arquivado em junho.
— Você fez o que como deputado? Só fez passar pano na rachadinha do Janones e passar pano na Enel — provocou o prefeito.
Boulos, apesar de dizer que não ia cair na “provocação” do prefeito, repetiu que considera rachadinha como crime e citou a questão da máfia das creches:
— Rachadinha para mim é crime sendo do Janones, sendo do Flávio Bolsonaro, que eu seu amigo. Agora, já que você trouxe isso, eu nunca fiz rachadinha, você fez a rachadinha da creches — disse o psolista.
O caso citado por Boulos teve o relatório concluído pela Polícia Federal em 30 de julho, no qual a investigação apontou um esquema de desvio de verbas em creches administradas por organizações sociais em São Paulo.
Na ocasião, a PF afirmou que é necessária a continuidade das investigações sobre o tema e o prefeito Ricardo Nunes por suspeitas de lavagem de dinheiro. O documento aponta elos entre o prefeito, que na época era vereador, e a Associação Amiga da Criança e do Adolescente (Acria), que gerencia atualmente nove Centros de Educação Infantil (CEIs) em São Paulo.
Segundo as investigações, há suspeitas de que essa entidade pagou a Nikkey Serviços S/S, empresa de controle de pragas da família do prefeito que está no nome de sua mulher, Regina Nunes, e de sua filha, por prestação de serviços que não foram de fato prestados. O prefeito nega qualquer irregularidade.
Nunes pontuou que o Ministério Público do Estado de São Paulo investigou o caso “e concluiu que não tem nada de errado da minha parte”, disse o candidato à reeleição.
— Eu nunca tive uma condenação, eu nunca fui indiciado, eu sou ficha limpa — disse o prefeito.
Em outro momento de confronto, Nunes disse que Boulos “entrou no modo desespero” já que as pesquisas de intenções de voto mostram que o psolista está atrás (pelo placar de 55% a 33%, segundo o Datafolha) e tem rejeição mais elevada. O deputado respondeu que o atual prefeito é “arrogante” e “subiu no salto” achando que já venceu as eleições.
— Essa turma do Doria já deve estar distribuindo cargos com o nosso dinheiro. Você não reconhece nada, tudo é culpa do outro. E é arrogante de achar que já ganhou — afirmou.
Invasões de imóveis
No segundo bloco, Boulos foi questionado sobre como irá agir contra invasões e ocupações de imóveis na cidade caso seja eleito prefeito, ao que o psolista respondeu que houve aumento da população de rua em São Paulo, prometeu um “programa de acolhimento humanizado” e “o maior programa habitacional da história”, além de oferecer uma “porta de saída para as pessoas”, com oferta de emprego e renda.
—Tem coisas que independente de você ser de esquerda e de direita, são questões de humanidade. Eu vou trabalhar para resolver esse problma dia e noite, eu vou resolver o problema da população em situação de rua em São Paulo — disse.
Como comentário, Nunes foi sucinto e disse que aumentou de 14 mil para 29,4 mil as vagas de acolhimento em abrigos na cidade.
— Olha como é importante termos ações concretas, não só ideias. Vamos continuar fazendo as Vila Reencontro, já fiz dez, vou fazer mais dez. Eu aluguei 4 mil vagas de hotéis, continuar fazendo esse acolhimento, atendimento, carinho, abrigo e profissionalização dessas pessoas — afirmou.
Bolsonaro e partidos no alvo
Boulos usou a pandemia para criticar Nunes pela sua aliança com Bolsonaro. Questionou o prefeito se ele concordava com as ações do ex-presidente durante o enfrentamento à Covid-19, no que Nunes respondeu que naquele período “muita gente acertou muita coisa e errou muita coisa”.
O prefeito disse que o psolista “mente” ao acusá-lo de ter mudado de opinião a respeito da vacinação obrigatória, e explicou que teve “humildade” para mudar de ideia em relação ao passaporte da vacinação. Reclamou que “queria discutir a cidade”.
— O Ricardo não tem posição firme. Ele diz uma coisa, depois ele desdiz. Não transpira confiança. Se aliou ao Bolsonaro e virou papagaio repetidor do Bolsonaro. Para ser prefeito de uma cidade como São Paulo precisa ter firmeza — retrucou Boulos.
Após Nunes trazer, repetidas vezes, questões relacionadas ao PSOL — mesmo dizendo que queria debater a cidade — Guilherme Boulos se irritou e a quis trazer críticas ao partido de Nunes para o debate. O MDB, no entanto, que tem Nunes como candidato na capital paulista, na esfera federal faz parte da “frente ampla” montada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com ministros no Palácio do Planalto.
— Eu posso falar de um monte de coisa do MDB, meu caro. Eu só não vou falar porque o Baleia Rossi está ali e pode ficar bravo. Mas é de estarrecer o que tem de coisas no seu partido no Brasil inteiro — disse Boulos.
Aplicativos, segurança e saúde
Boulos reafirmou sua proposta de liberar motoristas de aplicativos do rodízio municipal de veículos, dizendo que serão feitos “estudos de impacto adequados”, e prometeu também liberar a publicidade nos táxis e criar 96 bases de apoio para motoboys.
Questionado sobre Segurança Pública pela jornalista Thais Freitas, Nunes trouxe sua parceria com o governador de São Paulo Tarcisio de Freitas (Republicanos) como um diferencial para lidar com a questão. Falando em tolerância zero com a criminalidade, o prefeito defendeu o aumento da polícia militar e da Guarda Civil Metropolitana. O debate, no entanto, não se manteve somente nas propostas, com Nunes provocando o adversário e trazendo pautas progressistas, defendidas pelo partido de Boulos, como uma fragilidade para sua atuação para o combate ao crime.
— Para a gente poder tratar de segurança você tem que a história de vida com relação a esse tema — disse o prefeito — Para quem defende a desmilitarização, que é acabar com Polícia Militar, para quem defender a liberação de drogas, não tem condições de falar desse tema — disse o prefeito enquanto o adversário o encarava fazendo sinal de negativa.
— Quando você vê o Ricardo Nunes falando, parece que a cidade está segura, você se sente seguro andando na cidade de São Paulo com o seu celular na mão — questionou Boulos à Nunes.
Boulos perguntou a Nunes se quem vai hoje em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) encontra remédio, ao que o prefeito respondeu que construiu mais Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do que Fernando Haddad (PT).
— Encontra remédio. Até a gestão do Haddad, eram 3 UPAs, hoje são 30. O Bruno e eu entregamos muitas UPAs, só eu entreguei 19. E vou fazer mais 15 no meu próximo mandato. Imagina quem nunca fez gestão de nada, vai conseguir fazer a gestão de uma cidade desse tamanho? —disse o emedebista.
Já Boulos disse que tem UBS “que nem dipirona tem”, questionou quanto tempo os cidadãos demoram para marcar uma consulta com especialista no SUS na cidade, e rebateu uma fala do prefeito que disse que está em jogo “a experiência e a inexperiência”, trazendo Marta Suplicy (PT) para a conversa.
— As pessoas esperam em média cinco meses para ser atendido. A cidade da fantasia da propaganda do Ricardo Nunes é maravilhosa, na vida real a gente sabe que a realidade é outra. Eu tenho o maior orgulho de ter ao meu lado a Marta Suplicy, que fez um grande legado nessa cidade, que vai emprestar essa experiência dela para fazer o melhor governo. O que está em jogo nessa eleição não é experiência ou inexperiência, o que está em jogo é deixar como está ou mudar. Para ele, não tem fila na saúde, para ele tem remédio na UBS, para ele a prefeitura está fazendo tudo certo na poda de árvores, isso é o que ele vende —falou o psolista.
Depois, os dois ainda entraram em um breve debate sobre um terreno na Vila Clementino, Zona Sul da cidade, que deveria ter sido cedido para a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), mas nunca foi de fato por discussões sobre uma contrapartida. Boulos acusou o adversário de “politicagem”, Nunes disse que “não mistura as coisas” e argumentou que o Tribunal de Contas do Município (TCM) pediu um ajuste no acordo.
Chegada ao debate
Nunes levou, novamente, torcida organizada para os arredores dos estúdios da TV Bandeirantes. Um homem dava o tom da militância com músicas elogiosas ao candidato. “O Ricardo é cria da favela”, cantou o grupo, munido de faixas e bandeiras, em uma paródia do funk “Baile de Favela”, de MC João. Não foram vistos apoiadores de Boulos no entorno. Um integrante da campanha do psolista disse que a medida não era necessária e alfinetou o adversário alegando que provavelmente todos ali estavam sendo pagos para fazer barulho.

Ao falar com jornalistas na chegada ao debate, Boulos, por sua vez, sinalizou que o apagão em São Paulo será o principal tema abordado no debate.
— 500 mil pessoas não vão poder assistir porque estão sem luz em casa há três dias — declarou o candidato.
Boulos prometeu romper o contrato com a Enel no próximo ano, caso seja eleito, mas não explicou como seria feito. Disse ainda que Ricardo Nunes (MDB) colocou colete e fingiu trabalhar na crise. Aproveitou para rebater a alegação de que a responsabilidade pela ruptura seria do governo federal, afirmando que a Aneel está sob a direção de um indicado de Jair Bolsonaro (PL).
— O Lula tem que vir podar árvore em São Paulo? — questionou.
Nunes, na entrevista antes do debate, procurou se desvencilhar da responsabilidade sobre o apagão e afirmou que ele mesmo pretendia trazer o tema à tona no programa da TV Bandeirantes. O candidato à reeleição chamou a Enel de “empresa terrível” e disse que o município não tem condições de romper o contrato, mas sim o governo federal.
— A população tem direito de saber quem é o responsável pela omissão na fiscalização da Enel — ele disse.
Depois de prestar “solidariedade” aos atingidos, defendeu a aprovação de um projeto de lei que concede poderes de fiscalização e multa às prefeituras, levado por ele próprio e o deputado federal Baleia Rossi (MDB) ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
— (Boulos) como deputado federal não fez nada, eu como prefeito tive que levar um projeto. Fica só fazendo vídeos e lacrando na internet — afirmou Nunes.
Com informações de O Globo





