‘Nunca me senti tão viva’, escreveu brasileira semanas antes de morrer em trilha na Indonésia

Buscas por Juliana Marins duraram quatro dias

A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, encontrada morta nesta terça-feira (24) após cair em um penhasco no Monte Rinjani, na Indonésia, fazia um mochilão pela Ásia. Semanas antes de morrer, ela usou a redes sociais para compartilhar emoções intensas vividas durante a viagem.

“Minhas emoções esse mês foram como as curvas de ha giang. A viagem ao Vietnã começou incrível, até que, na próxima curva, tive algumas crises de ansiedade e, logo na virada seguinte, vivi uma das melhores fases dessa aventura. Fazer uma viagem longa sozinha significa que o sentir vai sempre ser mais intenso e imprevisível do que a gente tá acostumado. E tá tudo bem. Nunca me senti tão viva“, escreveu.

Natural de Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Juliana estava em um mochilão pela Ásia e estava sozinha no momento do acidente, ocorrido no sábado (21), no horário local — ainda sexta-feira (20) no Brasil.

Segundo a família, o aviso sobre o acidente veio por turistas que encontraram a rede social da irmã de Juliana após localizá-la caída com a ajuda de um drone. As imagens mostravam a jovem ainda com vida, em um ponto íngreme e de difícil acesso, mexendo os braços.

De acordo com o guia que acompanhava o grupo, Juliana teria pedido para descansar enquanto ele seguia com os demais turistas até o topo da trilha. Quando retornou, ela já não estava mais no local. O guia afirmou ter ouvido gritos de socorro e viu que ela havia caído no precipício. Ele acionou o resgate.

As buscas duraram quatro dias. As equipes de salvamento enfrentaram dificuldades por conta do terreno acidentado, da instabilidade climática e da altitude. Um acampamento avançado chegou a ser montado próximo ao ponto onde Juliana havia sido vista, nesta terça-feira.

As equipes desceram cerca de 400 metros, mas novas imagens de drones mostraram que Juliana voltou a escorregar e estava a mais de 650 metros de distância da posição anterior, em um terreno rochoso e instável.

Itamaraty lamenta a morte

“Ao final de quatro dias de trabalho, dificultado pelas condições meteorológicas, de solo e de visibilidade adversas na região, equipes da Agência de Busca e Salvamento da Indonésia encontraram o corpo da turista brasileira.

A embaixada do Brasil em Jacarta mobilizou as autoridades locais, no mais alto nível, para a tarefa de resgate e vinha acompanhando os trabalhos de busca desde a noite de sexta-feira, quando foi informada da queda no Mount Rinjani.

O governo brasileiro transmite suas condolências aos familiares e amigos da turista brasileira pela imensa perda nesse trágico acidente”.

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